Angeli é um dos mais conhecidos chargistas brasileiros. Começou a trabalhar aos catorze anos na revista Senhor, além de colaborar em fanzines. Desde os anos 80, Angeli vêm desenvolvendo uma galeria de personagens famosos por seu humor anárquico e urbano; entre eles se destacam o esquerdista anacrônico Meia Oito e Nanico, o seu parceiro homossexual enrustido (mas não muito); Rê Bordosa, conhecida como a junkie mais "porralouca" dos anos 1980; Luke e Tantra, as adolescentes que só pensam em perder a virgindade; Wood & Stock, dois velhos hippies que deixaram seus neurônios na década de 1960; os Skrotinhos, a versão underground dos Sobrinhos do Capitão; as Skrotinhas, a versão feminina dos Skrotinhos; Mara Tara, a ninfomaníaca mais pervertida dos quadrinhos; Rhalah Rikota, o guru espiritual comedor de discípulas; Edi Campana, um voyeur e fetichista de plantão à procura do melhor ângulo feminino; o jornalista Benevides Paixão, correspondente de um jornal brasileiro no Paraguai e o único a ter conseguido entrevistar Rê Bordosa; Ritchi Pareide, o roqueiro do Leblão; Rampal, o paranormal; o machão machista Bibelô; o egocêntrico Walter Ego (também conhecido como "o mais Walter dos Walters"); Osgarmo, o sujeitinho vapt-vupt; Rigapov, o imbecil do Apocalipse; Hippo-Glós, o hipocondríaco (inspirado em Cacá Rosset); Vudu; Los Três Amigos e Bob Cuspe, o anárquico punk que cuspiu nas piores criaturas de nossas gerações. Ele próprio também se tornou um personagem, estrelando de início as tiras "Angeli em crise". Outra versão caricata sua é o personagem Angel Villa de Los Três Amigos.
Lançou pela Circo Editorial em 1983 a revista "Chiclete com Banana", um sucesso editorial (de uma tiragem inicial de 20,000 exemplares chegou a atingir 110,000), altamente influente e que contava com a colaboração de nomes como Luiz Gê, Glauco, Roberto Paiva, Glauco Mattoso e Laerte Coutinho. A Chiclete com Banana é considerada até hoje como uma das mais importantes publicações de quadrinhos adultos já editadas no Brasil.
A revista Chiclete com Banana faz parte da história do quadrinho nacional. Sem a existência desta revista, do seu autor Angeli e dos seus personagens, posso afirmar com certeza que não haveria um quadrinho nacional independente e nem teríamos um amplo público de quadrinho no Brasil.
“O número 1 de Chiclete com Banana foi às bancas em outubro de 1985, quando entrou em cena a chamada Nova República. Depois de 21 anos de ditadura, os generais trocavam a farda pelo pijama. Cambaleante, o país tentava respirar. Em suas 24 edições, a revista presenciou a volta das eleições diretas, o recuo da sacanagem por causa da aids, a inflação delirante, o movimento punk, o congelamento de preços, o modismo new wave e, por incrível que pareça, quatro moedas circulantes: o cruzado, o cruzado novo, a URV e o real” (Antologia Chiclete com Banana, no. 1 Junho de 2000, editora Devir).
Até hoje as revistas Chiclete com Banana fazem muito sucesso e é difícil encontrar exemplares usados, mas recentemente a Devir disponibilizou a Antologia Chiclete com Banana, coleção de 16 fascículos da revista Chiclete com Banana reúne o melhor das 24 edições normais, dos 10 Chicletes especiais e dos 10 títulos da série Tipinhos Inúteis publicados entre 1985 e 1995. (http://loja.devir.com.br/antologia-chiclete-com-banana-08.html#sthash.TFuCkF8w.dpuf)
Angeli já teve suas tiras publicadas na Alemanha, França, Itália, Espanha e Argentina, mas foi no mercado de Portugal que obteve mais destaque, tendo uma compilação de seu trabalho lançada pela editora Devir em 2000, ano em que também viu a estreia de uma série de animação com seus personagens numa coprodução da TV Cultura com a produtora portuguesa Animanostra.
Trabalhou na Rede Globo, como redator do programa infantil TV Colosso (1993-1996). Na mesma rede, entre 1995 e 2005, fez desenhos de 5 segundos, quando dava intervalos dos filmes da emissora.
Em 2006, produziu e lançou um longa de animação chamado Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll, com o diretor Otto Guerra.
referência, referência, referência...
+ https://www.facebook.com/revistachicletecombanana
+ http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/antologia-chiclete-com-banana-n-1/an035100/39109
+ https://pt.wikipedia.org/wiki/Angeli
+ http://www.los3amigos.com.br/quadrinhos/chiclete
+ https://douglasyudiro.wordpress.com/2013/11/07/revista-chiclete-com-banana-no-1-do-angeli/
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29 de nov. de 2015
Gibitecas
As histórias em quadrinhos, mais consolidadas como forma artística e literária, passaram a ser vistas pela sociedade de forma diferente, deixaram de ser uma leitura exclusiva das crianças e alcançaram os mais diversos públicos e faixas etárias, abandonando estigmas pejorativos e preconceituosos, inclusive nas áreas pedagógicas e acadêmicas.
Cada vez mais os frequentadores das bibliotecas solicitam os quadrinhos e aos poucos alguns responsáveis por bibliotecas também começaram a criar espaços específicos para elas.
Bibliotecas especialmente dedicadas à coleta, armazenamento e disseminação de histórias em quadrinhos são instituições genuinamente brasileiras, batizadas com o nome de gibiteca, um neologismo que mescla a forma como as revistas de histórias em quadrinhos são tradicional e carinhosamente referidas no país – gibis -, com as unidades de informação - bibliotecas.
A primeira gibiteca brasileira a surgir dentro de um serviço de biblioteca pública, foi a Gibiteca Henfil, possuindo o maior acervo do país, com mais de 100 mil exemplares. Além de possuir um vasto acervo e ser responsável por um dos maiores índices de freqüência das bibliotecas públicas da cidade de São Paulo, a Gibiteca Henfil também se coloca como um grande centro de eventos relacionados com os quadrinhos, promovendo cursos, exposições, palestras, debates e lançamentos de novas obras e servindo como ponto de encontro para reuniões de leitores e de associações de quadrinistas.
Seria difícil afirmar o número exato de gibitecas atualmente existentes no Brasil. Sabe-se que várias cidades, como Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Brasília (DF), Santos (SP) e São Bernardo do Campo (SP) as possuem. Algumas vezes, elas são vinculadas a bibliotecas públicas; outras, a instituições privadas.
Em termos educacionais, o início de uma mudança mais contundente veio com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), promulgada em 20 dezembro de 1996, que já defendia a necessidade de inserção de outras linguagens e manifestações artísticas nos ensinos fundamental e médio (BRASIL, 1997). A LDB abriu as portas do ensino para as histórias em quadrinhos, como também para outras linguagens e manifestações artísticas. No entanto, a “oficialização” dos quadrinhos como prática de sala de aula só viria mesmo a ocorrer no ano seguinte ao da promulgação dessa lei, com a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), criados na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, que trouxeram uma releitura das práticas pedagógicas aplicadas na escola.
Cada vez mais os frequentadores das bibliotecas solicitam os quadrinhos e aos poucos alguns responsáveis por bibliotecas também começaram a criar espaços específicos para elas.
Bibliotecas especialmente dedicadas à coleta, armazenamento e disseminação de histórias em quadrinhos são instituições genuinamente brasileiras, batizadas com o nome de gibiteca, um neologismo que mescla a forma como as revistas de histórias em quadrinhos são tradicional e carinhosamente referidas no país – gibis -, com as unidades de informação - bibliotecas.
A primeira gibiteca brasileira a surgir dentro de um serviço de biblioteca pública, foi a Gibiteca Henfil, possuindo o maior acervo do país, com mais de 100 mil exemplares. Além de possuir um vasto acervo e ser responsável por um dos maiores índices de freqüência das bibliotecas públicas da cidade de São Paulo, a Gibiteca Henfil também se coloca como um grande centro de eventos relacionados com os quadrinhos, promovendo cursos, exposições, palestras, debates e lançamentos de novas obras e servindo como ponto de encontro para reuniões de leitores e de associações de quadrinistas.
Seria difícil afirmar o número exato de gibitecas atualmente existentes no Brasil. Sabe-se que várias cidades, como Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Brasília (DF), Santos (SP) e São Bernardo do Campo (SP) as possuem. Algumas vezes, elas são vinculadas a bibliotecas públicas; outras, a instituições privadas.
Em termos educacionais, o início de uma mudança mais contundente veio com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), promulgada em 20 dezembro de 1996, que já defendia a necessidade de inserção de outras linguagens e manifestações artísticas nos ensinos fundamental e médio (BRASIL, 1997). A LDB abriu as portas do ensino para as histórias em quadrinhos, como também para outras linguagens e manifestações artísticas. No entanto, a “oficialização” dos quadrinhos como prática de sala de aula só viria mesmo a ocorrer no ano seguinte ao da promulgação dessa lei, com a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), criados na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, que trouxeram uma releitura das práticas pedagógicas aplicadas na escola.
Mais recentemente, a partir de 2006, houve outro movimento no sentido de inserir os quadrinhos na área de ensino: eles passaram a ser incluídos na lista do PNBE (Programa Nacional Biblioteca na Escola), que compra obras de diferentes editoras e as distribui a escolas dos ensinos fundamental e médio.
+ VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em quadrinhos: uma alfabetização necessária. In:
+ RAMA, Angela; VERGUEIRO, Waldomiro (orgs.). Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2004. p. 7-29.
+ VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em quadrinhos. In: CAMPELLO, Bernadete Santos;
+ CALDEIRA, Paulo da Terra; MACEDO, Vera Amália Amarante (orgs.) Formas e expressões do conhecimento: introdução às fontes de informação. Belo Horizonte: Escola de Biblioteconomia da UFMG, 1998. p. 115-149.
Referência:
+ BARI, Valéria Aparecida ; VERGUEIRO, Waldomiro. As histórias em quadrinhos para a formação de leitores ecléticos: algumas reflexões com base em depoimentos universitários. Revista Comunicação e Educação. São Paulo: Paulinas, v. XII, n.1, p.15-24, jan-abr 2007.+ VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em quadrinhos: uma alfabetização necessária. In:
+ RAMA, Angela; VERGUEIRO, Waldomiro (orgs.). Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2004. p. 7-29.
+ VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em quadrinhos. In: CAMPELLO, Bernadete Santos;
+ CALDEIRA, Paulo da Terra; MACEDO, Vera Amália Amarante (orgs.) Formas e expressões do conhecimento: introdução às fontes de informação. Belo Horizonte: Escola de Biblioteconomia da UFMG, 1998. p. 115-149.
15 de set. de 2015
WOLVERINE: saudade
Considero advertência pois quando bati o olho nisso foi com preconceito. Dei uma folheada por cima, sabe? Daquele jeito, vendo figuras? E pensei "traficante, metralhadora, mulatas na praia... estereótipos, clichês... que droga" haha.. mas não era droga não... era outro tipo de crime, mas a história é muito boa!
Aliás, a história me deixou encantada, é daquelas HQs que fazem a gente ficar com saudade da história quando acaba, bem como diz o nome.
A parte que eu mais gostei foi da nossa "lenda da sereia do mar", da forma como ela aparece, um tipo de mutante, mas poético. Em todas as histórias, mesmos as nacionais, que já li sobre essa "sereia do mar", essa foi a primeira vez que a vi mulata. Ponto pra eles. Gostei
Como isso é ilegal, eu não vou dizer que você pode ler a HQ online NESTE LINK (pelo menos até a presente data).
Mas se você é colecionador, vale a pena ter essa em casa!
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