Angeli é um dos mais conhecidos chargistas brasileiros. Começou a trabalhar aos catorze anos na revista Senhor, além de colaborar em fanzines. Desde os anos 80, Angeli vêm desenvolvendo uma galeria de personagens famosos por seu humor anárquico e urbano; entre eles se destacam o esquerdista anacrônico Meia Oito e Nanico, o seu parceiro homossexual enrustido (mas não muito); Rê Bordosa, conhecida como a junkie mais "porralouca" dos anos 1980; Luke e Tantra, as adolescentes que só pensam em perder a virgindade; Wood & Stock, dois velhos hippies que deixaram seus neurônios na década de 1960; os Skrotinhos, a versão underground dos Sobrinhos do Capitão; as Skrotinhas, a versão feminina dos Skrotinhos; Mara Tara, a ninfomaníaca mais pervertida dos quadrinhos; Rhalah Rikota, o guru espiritual comedor de discípulas; Edi Campana, um voyeur e fetichista de plantão à procura do melhor ângulo feminino; o jornalista Benevides Paixão, correspondente de um jornal brasileiro no Paraguai e o único a ter conseguido entrevistar Rê Bordosa; Ritchi Pareide, o roqueiro do Leblão; Rampal, o paranormal; o machão machista Bibelô; o egocêntrico Walter Ego (também conhecido como "o mais Walter dos Walters"); Osgarmo, o sujeitinho vapt-vupt; Rigapov, o imbecil do Apocalipse; Hippo-Glós, o hipocondríaco (inspirado em Cacá Rosset); Vudu; Los Três Amigos e Bob Cuspe, o anárquico punk que cuspiu nas piores criaturas de nossas gerações. Ele próprio também se tornou um personagem, estrelando de início as tiras "Angeli em crise". Outra versão caricata sua é o personagem Angel Villa de Los Três Amigos.
Lançou pela Circo Editorial em 1983 a revista "Chiclete com Banana", um sucesso editorial (de uma tiragem inicial de 20,000 exemplares chegou a atingir 110,000), altamente influente e que contava com a colaboração de nomes como Luiz Gê, Glauco, Roberto Paiva, Glauco Mattoso e Laerte Coutinho. A Chiclete com Banana é considerada até hoje como uma das mais importantes publicações de quadrinhos adultos já editadas no Brasil.
A revista Chiclete com Banana faz parte da história do quadrinho nacional. Sem a existência desta revista, do seu autor Angeli e dos seus personagens, posso afirmar com certeza que não haveria um quadrinho nacional independente e nem teríamos um amplo público de quadrinho no Brasil.
“O número 1 de Chiclete com Banana foi às bancas em outubro de 1985, quando entrou em cena a chamada Nova República. Depois de 21 anos de ditadura, os generais trocavam a farda pelo pijama. Cambaleante, o país tentava respirar. Em suas 24 edições, a revista presenciou a volta das eleições diretas, o recuo da sacanagem por causa da aids, a inflação delirante, o movimento punk, o congelamento de preços, o modismo new wave e, por incrível que pareça, quatro moedas circulantes: o cruzado, o cruzado novo, a URV e o real” (Antologia Chiclete com Banana, no. 1 Junho de 2000, editora Devir).
Até hoje as revistas Chiclete com Banana fazem muito sucesso e é difícil encontrar exemplares usados, mas recentemente a Devir disponibilizou a Antologia Chiclete com Banana, coleção de 16 fascículos da revista Chiclete com Banana reúne o melhor das 24 edições normais, dos 10 Chicletes especiais e dos 10 títulos da série Tipinhos Inúteis publicados entre 1985 e 1995. (http://loja.devir.com.br/antologia-chiclete-com-banana-08.html#sthash.TFuCkF8w.dpuf)
Angeli já teve suas tiras publicadas na Alemanha, França, Itália, Espanha e Argentina, mas foi no mercado de Portugal que obteve mais destaque, tendo uma compilação de seu trabalho lançada pela editora Devir em 2000, ano em que também viu a estreia de uma série de animação com seus personagens numa coprodução da TV Cultura com a produtora portuguesa Animanostra.
Trabalhou na Rede Globo, como redator do programa infantil TV Colosso (1993-1996). Na mesma rede, entre 1995 e 2005, fez desenhos de 5 segundos, quando dava intervalos dos filmes da emissora.
Em 2006, produziu e lançou um longa de animação chamado Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll, com o diretor Otto Guerra.
referência, referência, referência...
+ https://www.facebook.com/revistachicletecombanana
+ http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/antologia-chiclete-com-banana-n-1/an035100/39109
+ https://pt.wikipedia.org/wiki/Angeli
+ http://www.los3amigos.com.br/quadrinhos/chiclete
+ https://douglasyudiro.wordpress.com/2013/11/07/revista-chiclete-com-banana-no-1-do-angeli/
29 de nov. de 2015
Gibitecas
As histórias em quadrinhos, mais consolidadas como forma artística e literária, passaram a ser vistas pela sociedade de forma diferente, deixaram de ser uma leitura exclusiva das crianças e alcançaram os mais diversos públicos e faixas etárias, abandonando estigmas pejorativos e preconceituosos, inclusive nas áreas pedagógicas e acadêmicas.
Cada vez mais os frequentadores das bibliotecas solicitam os quadrinhos e aos poucos alguns responsáveis por bibliotecas também começaram a criar espaços específicos para elas.
Bibliotecas especialmente dedicadas à coleta, armazenamento e disseminação de histórias em quadrinhos são instituições genuinamente brasileiras, batizadas com o nome de gibiteca, um neologismo que mescla a forma como as revistas de histórias em quadrinhos são tradicional e carinhosamente referidas no país – gibis -, com as unidades de informação - bibliotecas.
A primeira gibiteca brasileira a surgir dentro de um serviço de biblioteca pública, foi a Gibiteca Henfil, possuindo o maior acervo do país, com mais de 100 mil exemplares. Além de possuir um vasto acervo e ser responsável por um dos maiores índices de freqüência das bibliotecas públicas da cidade de São Paulo, a Gibiteca Henfil também se coloca como um grande centro de eventos relacionados com os quadrinhos, promovendo cursos, exposições, palestras, debates e lançamentos de novas obras e servindo como ponto de encontro para reuniões de leitores e de associações de quadrinistas.
Seria difícil afirmar o número exato de gibitecas atualmente existentes no Brasil. Sabe-se que várias cidades, como Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Brasília (DF), Santos (SP) e São Bernardo do Campo (SP) as possuem. Algumas vezes, elas são vinculadas a bibliotecas públicas; outras, a instituições privadas.
Em termos educacionais, o início de uma mudança mais contundente veio com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), promulgada em 20 dezembro de 1996, que já defendia a necessidade de inserção de outras linguagens e manifestações artísticas nos ensinos fundamental e médio (BRASIL, 1997). A LDB abriu as portas do ensino para as histórias em quadrinhos, como também para outras linguagens e manifestações artísticas. No entanto, a “oficialização” dos quadrinhos como prática de sala de aula só viria mesmo a ocorrer no ano seguinte ao da promulgação dessa lei, com a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), criados na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, que trouxeram uma releitura das práticas pedagógicas aplicadas na escola.
Cada vez mais os frequentadores das bibliotecas solicitam os quadrinhos e aos poucos alguns responsáveis por bibliotecas também começaram a criar espaços específicos para elas.
Bibliotecas especialmente dedicadas à coleta, armazenamento e disseminação de histórias em quadrinhos são instituições genuinamente brasileiras, batizadas com o nome de gibiteca, um neologismo que mescla a forma como as revistas de histórias em quadrinhos são tradicional e carinhosamente referidas no país – gibis -, com as unidades de informação - bibliotecas.
A primeira gibiteca brasileira a surgir dentro de um serviço de biblioteca pública, foi a Gibiteca Henfil, possuindo o maior acervo do país, com mais de 100 mil exemplares. Além de possuir um vasto acervo e ser responsável por um dos maiores índices de freqüência das bibliotecas públicas da cidade de São Paulo, a Gibiteca Henfil também se coloca como um grande centro de eventos relacionados com os quadrinhos, promovendo cursos, exposições, palestras, debates e lançamentos de novas obras e servindo como ponto de encontro para reuniões de leitores e de associações de quadrinistas.
Seria difícil afirmar o número exato de gibitecas atualmente existentes no Brasil. Sabe-se que várias cidades, como Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Brasília (DF), Santos (SP) e São Bernardo do Campo (SP) as possuem. Algumas vezes, elas são vinculadas a bibliotecas públicas; outras, a instituições privadas.
Em termos educacionais, o início de uma mudança mais contundente veio com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), promulgada em 20 dezembro de 1996, que já defendia a necessidade de inserção de outras linguagens e manifestações artísticas nos ensinos fundamental e médio (BRASIL, 1997). A LDB abriu as portas do ensino para as histórias em quadrinhos, como também para outras linguagens e manifestações artísticas. No entanto, a “oficialização” dos quadrinhos como prática de sala de aula só viria mesmo a ocorrer no ano seguinte ao da promulgação dessa lei, com a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), criados na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, que trouxeram uma releitura das práticas pedagógicas aplicadas na escola.
Mais recentemente, a partir de 2006, houve outro movimento no sentido de inserir os quadrinhos na área de ensino: eles passaram a ser incluídos na lista do PNBE (Programa Nacional Biblioteca na Escola), que compra obras de diferentes editoras e as distribui a escolas dos ensinos fundamental e médio.
+ VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em quadrinhos: uma alfabetização necessária. In:
+ RAMA, Angela; VERGUEIRO, Waldomiro (orgs.). Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2004. p. 7-29.
+ VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em quadrinhos. In: CAMPELLO, Bernadete Santos;
+ CALDEIRA, Paulo da Terra; MACEDO, Vera Amália Amarante (orgs.) Formas e expressões do conhecimento: introdução às fontes de informação. Belo Horizonte: Escola de Biblioteconomia da UFMG, 1998. p. 115-149.
Referência:
+ BARI, Valéria Aparecida ; VERGUEIRO, Waldomiro. As histórias em quadrinhos para a formação de leitores ecléticos: algumas reflexões com base em depoimentos universitários. Revista Comunicação e Educação. São Paulo: Paulinas, v. XII, n.1, p.15-24, jan-abr 2007.+ VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em quadrinhos: uma alfabetização necessária. In:
+ RAMA, Angela; VERGUEIRO, Waldomiro (orgs.). Como usar as histórias em quadrinhos na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2004. p. 7-29.
+ VERGUEIRO, Waldomiro. Histórias em quadrinhos. In: CAMPELLO, Bernadete Santos;
+ CALDEIRA, Paulo da Terra; MACEDO, Vera Amália Amarante (orgs.) Formas e expressões do conhecimento: introdução às fontes de informação. Belo Horizonte: Escola de Biblioteconomia da UFMG, 1998. p. 115-149.
Quadrinhos, HQs, Arte Sequencial, o que é isso?

Histórias em Quadrinho (HQ) são as histórias narradas por uma sequência de desenhos com ou sem textos (utilizando balões de diálogo), consideradas também como "arte sequencial", termo criado por Will Eisner em seu livro Comics and Sequential Art que se refere aos quadrinhos como uma "modalidade artística" que usa o encadeamento de imagens em sequência para contar uma história ou transmitir uma informação.
O termo pode ser aplicado a outros meios, como filmes, animação e storyboards. Há quem considere que a arte sequencial exista há milênios e que os primeiros exemplos são as pinturas das cavernas.
"Deste modo, arte sequencial abarca grande parte das artes, uma vez que ela abrange a toda expressão que possui sequência. Logo, as pinturas rupestres foram as primeiras do grupo, por serem o modo mais primitivo do ser humano de registrar sua vida, desde a caça até as guerras. Ao passar dos séculos, as habilidades do homem foram se desenvolvendo e a maneira de grafar suas experiências também, como mostram vasos gregos, hieróglifos egípcios e, posteriormente, vitrais de igrejas. " (AMORIM, Naiana Mussato - Ramificações da Arte Sequêncial: ponos de intersecção (ou não) das histórias em quadrinho com a literatura)
As primeiras HQs tinham um forte teor humorístico o que está marcado na expressão norte-americana "comics", atualmente o termo aplicado a qualquer narrativa, incluindo suspense ou terror. Da mesma forma é o termo japonês Mangá; “man” quer dizer displicentes e “ga” significa histórias; ou seja, histórias displicentes. Mangá é um termo que pode ser usado para designar qualquer história em quadrinhos. No resto do mundo, porém, a palavra representa o estilo nipônico de criar as revistas.
Os últimos anos têm pautado a presença das histórias em quadrinhos na escola, tanto como atividade de leitura quanto em práticas usadas em sala de aula. Dos Parâmetros Curriculares Nacionais (
PCN) ao Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE), houve uma gradativa inserção do tema na área educacional brasileira. Mais do que isso: quadrinhos se tornaram política educacional do país. E a educação brasileira, com certeza, só tem a ganhar com isso.
"A data de 1996 é um marco importante para a trajetória de aceitação das histórias em quadrinhos como ferramenta pedagógica no Brasil. Nesse ano ocorreu a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que, de certa forma, propunha um pacto entre este produto cultural midiático e a educação formal. Nesse sentido, ela “[…] já apontava para a necessidade de inserção de outras linguagens e manifestações
artísticas nos ensinos fundamental e básico”. (VERGUEIRO; RAMOS, 2009, p. 10)
As histórias em quadrinhos, HQs, gibis, revistinhas, ou historietas no Brasil começaram a ser publicadas no século XIX, adotando um estilo satírico conhecido como cartuns, charges ou caricaturas e que depois se estabeleceria com as populares tiras.
Mas o que forma uma história em quadrinhos?
Um quadro + Imagem + palavras (elementos trabalhando em conjunto). Os quadrinhos têm uma linguagem própria onde texto e imagens são lidos em conjunto, e também forma de distribuição das imagens é significativa.Outros elementos presentes são linhas que dão ideia de movimento, os balões de fala, onomatopeias:

Outro elemento muito significativo é a SARJETA, termo de Scott McCloud (um quadrinista americano e defensor dos quadrinhos como uma forma literária e de arte autônoma). McCloud explica que a sarjeta é o espaço em branco entre os quadrinhos. É nesse espaço que a imaginação do leitor extrai sentido entre as vinhetas. “Nada é visto entre dois quadros, mas a experiência indica que deve ter alguma coisa lá.” (p.67)
Os quadrinhos compartilham a mesma estrutura básica, tanto no ocidente quanto no oriente, mas com algumas diferenças:
No Oriente a leitura é feita da direita para esquerda. Os traços são mais estilizados e expressivos e são basicamente produzidos em nanquim (preto e branco) focando o baixo custo do produto final, e toda a produção geralmente fica por responsabilidade de apenas uma pessoa, que é o criador da história, o que deixa a criação mais autoral.
Os quadrinhos compartilham a mesma estrutura básica, tanto no ocidente quanto no oriente, mas com algumas diferenças:
No Oriente a leitura é feita da direita para esquerda. Os traços são mais estilizados e expressivos e são basicamente produzidos em nanquim (preto e branco) focando o baixo custo do produto final, e toda a produção geralmente fica por responsabilidade de apenas uma pessoa, que é o criador da história, o que deixa a criação mais autoral.
No Ocidente, quando mais famosa uma produção fica, maior a tendência dela passar por vários profissionais para ser produzida de forma comercial, criando grandes franquias de produção, que podem ser reproduzidos por décadas dentro de uma grande editora e passando por vários profissionais.
A produção dos quadrinhos pode contar com profissionais distintos para escrever o roteiro, desenhar, finalizar a arte, posicionar o texto e os balões e colorir. Mas também pode ser feita de forma mais pessoal, como a maior parte dos profissionais dessa área começam, com fanzines ou, mais recentemente com webcomics. Tudo isso deve ser feito considerando o suporte, a produção deve ser feita considerando-se onde vai ser veiculada.
Um fanzine é uma revista em quadrinhos amadora, feita de forma artesanal. É uma alternativa barata àqueles que desejam produzir suas próprias revistas e conta com estratégias informais de distribuição. Diversos cartunistas começaram desta maneira antes de passarem para espécies mais tradicionais de publicação, enquanto outros artistas estabilizados continuam a produzir fanzines paralelamente à suas carreiras.
Com a internet, vários métodos alternativos à produção clássica apareceram incentivando o espirito de "faça você mesmo", com diversos quadrinhos simples e amadores fazendo bastante sucesso.
Isso porque, no webcomic, o quadrinho é desconstruído, mudando completamente o processo de produção, as possibilidades de exploração da linguagem, e a maneira do leitor encarar tudo isso aproveitando os recursos que o mundo digital oferece. Estamos no momento de evolução da criação dessa nova mídia, dessa nova forma de arte sequencial.
Web Comics, também conhecido como "online comics" ou "digital comics" são histórias em quadrinhos publicadas na internet. Muitas webcomics são divulgadas e vendidas exclusivamente na rede, enquanto outras são publicadas em papel mas mantendo um arquivo virtual por razões comerciais ou artísticas.
Referências:
AMORIM, N. M. ; DALCASTAGNE, R. . Ramificações da arte sequencial: pontos de interseção (ou não) das histórias em quadrinhos com a literatura. In: II Jornada de Estudos sobre Romances Gráficos, 2011, Brasília. Anais da II Jornada de Estudos sobre Romances Gráficos 2011, 2011. Disponível em: Acesso em 29 de nov. de 2015
McCLOUD, Scott. “Usando a sarjeta”. In: Desvendando os quadrinhos. São Paulo: Makron Books (1995): pp. 60,93.
SALMO, D. A Arte Sequêncial. Educação Pública. abr. 2013. Disponivel em Acesso em 29 de nov. 2015
SANTOS, R. E. ; VERGUEIRO, W. . Histórias em quadrinhos no processo de aprendizado: da teoria à prática. Eccos Revista Científica (Impresso), v. 27, p. 81-95, 2012
VERGUEIRO, Waldomiro. Quadrinhos e educação popular no Brasil: considerações à luz de algumas produções nacionais. In: VERGUEIRO, Waldomiro; RAMOS, Paulo (Org.). Muito além dos quadrinhos: análises e reflexões sobre a 9ª Arte. São Paulo:Devir, 2009. p. 83-102.
Interessante:
+ O Que São Quadrinhos? https://www.youtube.com/watch?v=kPBLNUS6w8U (O vídeo foi desenvolvido pela equipe de alunos, bolsistas e voluntários da PUC-Rio.)
+ Blog Mania de Gibi: http://blogmaniadegibi.com/2012/10/o-que-sao-quadrinhos/
+ Criatividade Solúvel: https://criatividadesoluvel.wordpress.com/2012/07/23/o-que-e-arte-sequencial/
+ Canal do Educador: Histórias em Quadrinho e os Parâmetros Curriculares Nacionais: http://educador.brasilescola.uol.com.br/trabalho-docente/historia-quadrinhos.htm
+ Scott McCloud Oficial: http://scottmccloud.com/
21 de nov. de 2015
Iemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes
Representação em gesso de Iemanjá, essa representação é um sincretismo com a Nossa Senhora dos Navegantes.
Sincretismo é a combinação de diferentes culturas, o mais comum e mais estudado, é o sincretismo religioso, com reinterpretação de seus elementos. A palavra "sincretismo" tem origem no grego sygkretismós, que significa "reunião das ilhas de Creta contra um adversário em comum",
O processo de sincretismo está intrinsecamente ligado às relações de comunicação entre diferentes culturas, para aproximar duas culturas diferentes em contato é como surgirem "adaptações" nos aspectos culturais, fazendo com que um grupo "absorva" o sistema de crenças do outro.
No caso de Iemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes, foi uma absorção cultural imposta pelo choque entre a religião católica no Brasil e a religião dos negros trazidos da África como escravos.
Os portugueses ensinaram aos negros o catolicismo e as histórias dos santos que começaram a enxergar similaridades então, proibidos de cultuar sua religião, utilizavam as imagens católicas para poder continuar seus cultos e rituais em segredo. Dessa forma, os negros incorporaram a nova religião onde os orixás foram associados aos santos católicos.
Outros Exemplos:
Sincretismo é a combinação de diferentes culturas, o mais comum e mais estudado, é o sincretismo religioso, com reinterpretação de seus elementos. A palavra "sincretismo" tem origem no grego sygkretismós, que significa "reunião das ilhas de Creta contra um adversário em comum",
O processo de sincretismo está intrinsecamente ligado às relações de comunicação entre diferentes culturas, para aproximar duas culturas diferentes em contato é como surgirem "adaptações" nos aspectos culturais, fazendo com que um grupo "absorva" o sistema de crenças do outro.
No caso de Iemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes, foi uma absorção cultural imposta pelo choque entre a religião católica no Brasil e a religião dos negros trazidos da África como escravos.
Os portugueses ensinaram aos negros o catolicismo e as histórias dos santos que começaram a enxergar similaridades então, proibidos de cultuar sua religião, utilizavam as imagens católicas para poder continuar seus cultos e rituais em segredo. Dessa forma, os negros incorporaram a nova religião onde os orixás foram associados aos santos católicos.
Outros Exemplos:
- Exu: diabo cristão (São Pedro na cidade de Porto alegre - RS)
- Ogum: São Jorge
- Oxossi: São Jorge (Santo Antônio). Em Pernambuco é Arcanjo Miguel.
- Xangô: São Jerônimo (São João)
- Iansã: Santa Bárbara
- Oxum: Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora das Dores
- Obá: Joana D'arc (Santa Catarina)
- Logum: anjo Gabriel - Nanã: Santa Ana
- Ibeji: São Cosme e São Damião (São Crispim e São Cipriano)
- Obaluaê: São Lázaro - Ossaim: São Francisco de Assis
- Oxumaré: São Bartolomeu
- Ewá: Santa Marta (Santa Ágata)
- Iemanjá: Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora das Candeias
- Oxalá: Nosso Senhor do Bonfim, Espírito Santo, Jesus Cristo

Por ter sido uma adaptação imposta - e de forma violenta - muitas vertentes de religiões com origem africana defendem que o sincretismo deveria ser banido dos rituais, incorporando as imagens originais. No entanto, existem também os que aceitam todas as representações, considerando a que força ligada às imagens, de fato, não tem uma imagem, que só nos serviria como identificação pessoal. De qualquer forma é parte da nossa história nacional.
Nossa Senhora dos Navegantes é uma representação da Virgem Maria (mãe de Jesus, cristianismo), as pessoas que viajavam pelo mar pediam proteção à ela para retornarem aos seus lares, Maria era vista como protetora das tempestades e demais perigos que o mar e os rios ofereciam. Na mitologia ioruba, o dono do mar é Olokun, que é pai de Iemanjá, sendo ambos de origem Egbá. Yemojá é saudada como Odò ("rio") ìyá ("mãe") pelo povo Egbá, por sua ligação com Olokun, orixá do mar (masculino no Benim e feminino em Ifé), referida como sendo a "rainha do mar" em outros países. É cultuada no rio Ògùn, em Abeokuta. No Brasil, culturalmente, dia 2 de fevereiro é comemorado o dia de Iemanjá e de Nossa Senhora dos Navegantes. A historia das religiões conta também a nossa história.
Na minha opinião, devemos ser livres para nos relacionar com a nossa fé da forma que acharmos melhor, já passou da hora de parar de impor coisas a respeito disso. Tenho certeza que Iemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes, se não são a mesma força, são amigas e irmãs, não importa a cor que você as veja. + UOL/Jornal A Tarde: Iemanjá Negra
+ Raízes da Umbanda: os santos católicos e os Orixás
+ Wikipédia: Iemanjá
+ Wikipédia: Nossa Senhora dos Navegantes
+ Site Terra/Vida e Estilo: A diferença entre Iemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes + Busca no Google: o que é sincretismo?

Por ter sido uma adaptação imposta - e de forma violenta - muitas vertentes de religiões com origem africana defendem que o sincretismo deveria ser banido dos rituais, incorporando as imagens originais. No entanto, existem também os que aceitam todas as representações, considerando a que força ligada às imagens, de fato, não tem uma imagem, que só nos serviria como identificação pessoal. De qualquer forma é parte da nossa história nacional.
Nossa Senhora dos Navegantes é uma representação da Virgem Maria (mãe de Jesus, cristianismo), as pessoas que viajavam pelo mar pediam proteção à ela para retornarem aos seus lares, Maria era vista como protetora das tempestades e demais perigos que o mar e os rios ofereciam. Na mitologia ioruba, o dono do mar é Olokun, que é pai de Iemanjá, sendo ambos de origem Egbá. Yemojá é saudada como Odò ("rio") ìyá ("mãe") pelo povo Egbá, por sua ligação com Olokun, orixá do mar (masculino no Benim e feminino em Ifé), referida como sendo a "rainha do mar" em outros países. É cultuada no rio Ògùn, em Abeokuta. No Brasil, culturalmente, dia 2 de fevereiro é comemorado o dia de Iemanjá e de Nossa Senhora dos Navegantes. A historia das religiões conta também a nossa história.
Na minha opinião, devemos ser livres para nos relacionar com a nossa fé da forma que acharmos melhor, já passou da hora de parar de impor coisas a respeito disso. Tenho certeza que Iemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes, se não são a mesma força, são amigas e irmãs, não importa a cor que você as veja. + UOL/Jornal A Tarde: Iemanjá Negra
+ Raízes da Umbanda: os santos católicos e os Orixás
+ Wikipédia: Iemanjá
+ Wikipédia: Nossa Senhora dos Navegantes
+ Site Terra/Vida e Estilo: A diferença entre Iemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes + Busca no Google: o que é sincretismo?
Elefante Rosa do Delírio
![]() |
| este é meu! |
Na minha - já distante - infância, eu sonhava em ter um desses! E colocar na sala, no meio! Por conta dos Heffalumps do ursinho Puff (agora POOH).
Aliás, nosso amigo Walt Disney, aparentemente, gostava muito dessa referência, frequentemente em cenas de delírio apareciam elefantes.
Agora, sabe o motivo disso? Sim, tem motivo!
Elefantes adultos, apenas os machos, têm uma estranha mudança de humor que dura de 48 à 72 horas, ficam agressivos e destrutivos, pelo menos duas vezes na vida. Em 1962, cientistas testaram LSD para tentar controlar isso, mas o elefante entrou em colapso e foi constatado que eles também são extremamente sensíveis a essa droga.
Quando o LSD ganhou as ruas na forma de balas coloridas, também no começo dos anos 60, as balas mais comuns eram as rosas com um elefante em baixo relevo.
+ Site de Curiosidades: Elefantes e LSD
+ Aperta o Cinto: Elefante Rosa + Wikipédia: LSD + Saúde UOL: A história do LSD
15 de set. de 2015
WOLVERINE: saudade
Considero advertência pois quando bati o olho nisso foi com preconceito. Dei uma folheada por cima, sabe? Daquele jeito, vendo figuras? E pensei "traficante, metralhadora, mulatas na praia... estereótipos, clichês... que droga" haha.. mas não era droga não... era outro tipo de crime, mas a história é muito boa!
Aliás, a história me deixou encantada, é daquelas HQs que fazem a gente ficar com saudade da história quando acaba, bem como diz o nome.
A parte que eu mais gostei foi da nossa "lenda da sereia do mar", da forma como ela aparece, um tipo de mutante, mas poético. Em todas as histórias, mesmos as nacionais, que já li sobre essa "sereia do mar", essa foi a primeira vez que a vi mulata. Ponto pra eles. Gostei
Como isso é ilegal, eu não vou dizer que você pode ler a HQ online NESTE LINK (pelo menos até a presente data).
Mas se você é colecionador, vale a pena ter essa em casa!
10 de set. de 2015
Heróis Cotidianos
"-Talvez o fim do mundo seja um conceito estranho. O mundo esta sempre acabando, e o fim está sempre sendo evitado, por amor, insensatez ou simplesmente por sorte. (...)
O Armagedon é evitado por pequenas ações. Era essa a maneira. Era essa a maneira que sempre teria de ser."
Trecho do conto "Apenas o fim do mundo"
livro FUMAÇA E ESPELHOS: CONTOS E ILUSÕES
autor: NEIL GAIMAN
"..Então disse: Se eu em Sodoma achar um homem justo dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor a ele."
Gênesis
vocês sabem de onde
Daylight dims
Leaving cold flouresence
Difficult to see you in this light
Please forgive this bold suggestion
Should you see your maker's face tonight
Look em in the eye
Look em in the eye, and tell him
I never lived a lie, never took a life
But surely saved one, hallelujah
It's time for you to bring me home
Nesse conto de fadas, são as pequenas boas atitudes cotidianas que salvam o mundo o tempo todo, assim, como personagem da história, quando você optar por ouvir o seu "anjinho", considere a possibilidade de ter sido um herói.
Uma banda alemã - música em espanhol
EVEREVE o nome foi inspirado em um poema de J.R.R. Tolkien (O Senhor dos Anéis), "Evereve" é um lugar onde os sonhos podem se tornar realidade.
Abraza La Luz (Embrace The Light)
¿Porque has pecado co ese cuchillo en tus manos?
¿Porque deberia yo perdonarte la crueldad de tus acciones?
Ahora, cierra tus ojos... (can you feel it?)
¿Que sientes?
¿Que respiras?
¿Abandonad todas las restricciones?
¿Que es lo que vés? ?A donde vás? (dejame entrar)
Abrazas la luz. Noche tras noche. Me Soportabas (it was you)
Cada vez que tropezaba.
Compadecia incluso la vida... la vida solo es un sueno.
Esta vida es nada. Lo abrazas (can you feel the light?)
¿Lo puedes sentir?
What made you sin with that knife in your hands?
what makes me forgive all the cruelty of your deeds?
Now close your eyes, can you feel it?
What do you feel? What do you breathe?
Do you abandon all restraint? What do you see?
Where do you go? (let me in).
You embrace the light.
Night after night. You took me under.
Every time i stumbled i did even pity life itself...
This life is nothing but a dream.
This life is nothing. Can you feel the light? Can you feel it?
Referências (e textos pra comer mais tarde)
+ Referência sobre a banda Evereve+ Wikipedia (sempre), sobre a banda Evereve
+ Tokien Gateway: sobre Evereve ou Evereven
29 de fev. de 2012
Diferença entre Papiro e Pergaminho
Nossa história pode ser lida a partir de diversas linguagens que envolvem desenhos, esculturas e a própria escrita. A principio a história foi registrada em cavernas, a partir dos desenhos em suas paredes, feitos na Era Pré-histórica, com o tempo foram inventados outros materiais para registro, mais práticos, que possibilitaram a mobilidade desses registros e melhor acomodação, como pedras esculpidas e blocos de argila (escrita cuneiforme) (veja mais em "história escrita da escrita"), até aos mais maleáveis como o papiro, o pergaminho, até o papel que conhecemos atualmente.
Mas poucas pessoas sabem que papiro e pergaminho não são a mesma coisa, alguns até chegam a confundir os dois, pensando que pergaminhos são papiros enrolados! Mas, na realidade, são materiais diferentes.
PAPIRO
A palavra papel é originária do latim "papyrus". nome dado a um vegetal da família "Cepareas" (Cyperua papyrus). O papiro é uma planta aquática, cujo talo era cortado na parte interior onde se encontravam as fibras muito resistentes e flexíveis e que unidas em lâminas, serviam de superfície própria para escrever.
O papiro foi inventado pelos egípcios e os exemplares mais antigos datam de 3.000 a.C. Esta planta era encontrada às margens do rio Nilo, no Egito.
PERGAMINHO
Pergaminho (que assim se chama porque foi criado na cidade de Pérgamo, na Grécia), era produzido a partir de peles tratadas de animais, geralmente de ovelha, cabra ou vaca e tinham um custo muito elevado.
Diante da escassez e do alto custo do papiro, os Pergamenos, em Pérgamo, passaram a substitui-lo pelo velino e pelo pergaminho
VELINO
Velino era a pele de animais (não nascidos, como os fetos, ou os muito jovens), e que recebiam um tratamento específico de raspagem, banhos de soda e secagem em bastidores, o que lhes conferiam propriedade alcalina de boa durabilidade, características para torná-los flexíveis e apropriados para a escrita.
Esses importante suportes da escrita também foram largamente utilizados na antiguidade ocidental, em especial na Idade Média, até a descoberta e consequente difusão do papel, uma invenção dos chineses.
Graças a estes materiais, boa parte da história dos povos pôde ser conservada, estudada, pesquisada, resgatada e difundida no mundo inteiro.
+ Wikipedia: Papiro: http://pt.wikipedia.org/wiki/Papiro
+ Sua Pesquisa: Papiro: http://www.suapesquisa.com/pesquisa/papiro.htm
+ Wikipedia: Pergaminho: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pergaminho
+ Wikipedia: A História do Livro: http://pt.wikipedia.org/wiki/Livro
+ Catarina Meireles: A invenção do papel: http://catarinameireles.no.sapo.pt/Papiro_e_Pergaminho.htm
Mas poucas pessoas sabem que papiro e pergaminho não são a mesma coisa, alguns até chegam a confundir os dois, pensando que pergaminhos são papiros enrolados! Mas, na realidade, são materiais diferentes.
PAPIRO
A palavra papel é originária do latim "papyrus". nome dado a um vegetal da família "Cepareas" (Cyperua papyrus). O papiro é uma planta aquática, cujo talo era cortado na parte interior onde se encontravam as fibras muito resistentes e flexíveis e que unidas em lâminas, serviam de superfície própria para escrever.
O papiro foi inventado pelos egípcios e os exemplares mais antigos datam de 3.000 a.C. Esta planta era encontrada às margens do rio Nilo, no Egito.
PERGAMINHO
Pergaminho (que assim se chama porque foi criado na cidade de Pérgamo, na Grécia), era produzido a partir de peles tratadas de animais, geralmente de ovelha, cabra ou vaca e tinham um custo muito elevado.
Diante da escassez e do alto custo do papiro, os Pergamenos, em Pérgamo, passaram a substitui-lo pelo velino e pelo pergaminho
VELINO
Velino era a pele de animais (não nascidos, como os fetos, ou os muito jovens), e que recebiam um tratamento específico de raspagem, banhos de soda e secagem em bastidores, o que lhes conferiam propriedade alcalina de boa durabilidade, características para torná-los flexíveis e apropriados para a escrita.
Esses importante suportes da escrita também foram largamente utilizados na antiguidade ocidental, em especial na Idade Média, até a descoberta e consequente difusão do papel, uma invenção dos chineses.
Graças a estes materiais, boa parte da história dos povos pôde ser conservada, estudada, pesquisada, resgatada e difundida no mundo inteiro.
+ Wikipedia: Papiro: http://pt.wikipedia.org/wiki/Papiro
+ Sua Pesquisa: Papiro: http://www.suapesquisa.com/pesquisa/papiro.htm
+ Wikipedia: Pergaminho: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pergaminho
+ Wikipedia: A História do Livro: http://pt.wikipedia.org/wiki/Livro
+ Catarina Meireles: A invenção do papel: http://catarinameireles.no.sapo.pt/Papiro_e_Pergaminho.htm
Pedra da Rosetta
O que é a Pedra da Rosetta?
A Pedra de Rosetta é um decreto aprovado por um conselho de sacerdotes, que afirmam o culto real de 13 anos de idade de Ptolomeu V no primeiro aniversário de sua coroação. A Pedra de Rosetta é um fragmento de uma estela de granodiorito (semelhante ao granito) do Antigo Egito.Qual a importância da Pedra da Rosetta?
Foi muito importante para a compreensão dos hieróglifos egípcios. Sua inscrição registra um decreto de 196 a.C, na cidade de Mênfis.
Como ela foi importante?
Antes da Pedra da Rosetta (ou "Pedra de Rosetta") os hieróglifos ficaram ocultos já que a sua compreensão tinha se perdido ao longo das gerações, ela possibilitou a compreensão dessa antiga escrita pois nela há três faixas de escrita, em hieróglifos, em demótico e em grego antigo. Quando os estudiosos perceberam que as faixas eram traduções do mesmo texto, começaram a entender os hieróglifos ao compara-los com o grego.
O que são Hieroglifos?
Hieróglifo ou hieroglifo é cada um dos sinais da escrita de antigas civilizações (como os egípcios, os hititas, e os maias). Também se aplica, depreciativamente, a qualquer escrita de difícil interpretação, ou que seja enigmática.
Hieróglifos Egípcios
"Hieróglifo" é um termo originário de duas palavras gregas: ἱερός (hierós) "sagrado", e γλύφειν (glýphein) "escrita". A escrita hieroglífica constitui provavelmente o mais antigo sistema organizado de escrita no mundo, e era vocacionada principalmente para inscrições formais nas paredes de templos e túmulos. Com o tempo evoluiu para formas mais simplificadas, como o hierático, uma variante mais cursiva que se podia pintar em papiros ou placas de barro, e ainda mais tarde, com a influência grega crescente no Oriente Próximo, a escrita evoluiu para o demótico, fase em que os hieróglifos iniciais ficaram bastante estilizados, havendo mesmo a inclusão de alguns sinais gregos na escrita.
Com a invasão de vários povos estrangeiros ao longo da história do egito, a língua e a escrita locais foram se alterando, incorporando novos elementos, até que finalmente desapareceram, dando lugar a outras variedades.
O que é a escrita demótica?
A escrita demótica, ou sekh shat (escrita para documentos) para os egípcios, foi a precessora da escrita hierática que já apresentava uma grande diferença em relação aos hieróglifos egípcios. Aos poucos, os desenhos minuciosos e realistas dos hieróglifos deram lugar a representações abstratas, em uma escrita cursiva, mais veloz, e realizada em um único sentido (da direita para a esquerda). A demótica, ainda mais abstrata e rápida, se constituiu como uma reformulação da escrita hierática.Acredita-se que era uma escrita mais popular, utilizada para comércio outras assuntos mais cotidianos, enquanto os hieróglifos eram reservados para textos sacros e oficiais e eram utilizados por sacerdotes e pessoas de nível mais elevado.
A escrita demótica representava uma evolução da língua falada e era mais simplificada em comparação com a hieroglífica.
Como a Pedra de Rosetta foi descoberta?
Foi descoberta durante durante uma expedição francesa liderada por Napoleão Bonaparte. A pedra de 114 x 72 cm apareceu a leste de Alexandria, perto da cidade de El-Rashid, chamaa de Rosetta pelos ocidentais. A pedra estaria caída no chão, como uma lápide semi-enterrada ou, em outra versão menos aceita, estaria entre os incrustrada num muro que os militares demoliram. A pedra chamou atenção pelas três escritas diferentes que tinha gravadas.
Por vários motivos, o exercito francês se rende e a inglaterra sai vitoriosa, assim os ingleses se apoderam de várias reliquias, entre elas a Pedra da Rosetta, que é exibida no Museu Britânico desde 1802, sendo hoje o artefato mais visitado do museu.
Como se deu a tradução?
Com a Pedra e seus escritos originais na inglaterra, restou aos franceses as cópias que eles haviam feito anteriormente. Omaterial de cópias ficou para Jean-François Champollion, enquanto a pedra original com o inglês Thomas Young.
Através do grgo gravado na Pedra de Rosetta foi possivel reconhecer o que estava gravado nos hieroglifos, os dois estudiosos chegaram as mesmas conclusões sobre os escritos, com um detalhe que fez toda a diferença, Yong não conseguiu superrar a idéia de sua época, em que os hieroglifos eram só desenho e não tinham sonoridade. Já para Champollion, que conhecia várias línguas, foi possivel notar a semelhança entre a sonoridadelíngua copta (idimoa dos primeiros cristãos do Egito que ainda era falado em algumas igrehas de Paris) se relacionava com a antiga língua. Se pudesse coincidir os sons do copta com os hieroglifos, poderia "fazer falar" aos farós. Assim matou a charada.
Jean-François Champollion
Nascido na França, com dezesseis anos dominava uma dúzia de línguas, e com vinte anos isso incluía o latim, grego, hebreu, amárico, sânscrito, avestan, pahlavi, árabe, siríaco, caldeu, persa e chinês, sem contar o francês.Seu interesse pelas línguas orientais, especialmente o copta, levou-o a se dedicar à tarefa de decifrar os escritos egipicios da então recém-descoberta Pedra de Rosetta, e ele passou os anos 1822–1824 envolvido nesta tarefa; concluiu que o cóptico, a língua falada pelos cristãos egípcios na altura, correspondia ao último estágio da antiga língua egípcia (algo como a "evolução mais recente" dela). Com o seu estudo, identificou vários dos caracteres demóticos na Pedra de Roseta, juntamente com os seus equivalentes cóptico. A comparação da escrita da Pedra de Rosetta com a escrita grega possibilitou a decifração dos hieróglifos (até então pouco conhecidos), a comparação com cópico possibilitou sonorizar o idioma egipicio,
Veja aqui o método de decifração de Champollion:
http://hieroglifos.com.sapo.pt/champollion.htm
Fontes (saiba mais):
+ Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Fran%C3%A7ois_Champollion
+ Champollion: http://hieroglifos.com.sapo.pt/champollion.htm
+ revista "Aventuras na História: para viajar no tempo", nº79 de Fev/2010, pag. 32-33.
+ Antigo Egito: http://antigoegito.org/?p=2738
+ Sua Pesquisa: http://www.suapesquisa.com/egito/escrita_demotica.htm
+ Star News 2001: http://www.starnews2001.com.br/egypt/champollion.html
+ Cosmos - Enciclopédia Galáctica -Parte 3 de 6-(Dublado em Portugues): http://www.youtube.com/watch?v=Vjg84T0w8YQ
+ BBC - Egito Ep. 05: O Mistério da Pedra de Roseta [Parte 2/4]: http://www.youtube.com/watch?v=llVain5WXSc&feature=related
+ História da Escrita - do papiro ao computador - parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=r7yeiRtc1fA&feature=related
+ Londres para Principiantes: http://www.londresparaprincipiantes.com/?tag=pedra-de-rosetta
+ Antigo Egito: http://antigoegito.org/?p=2738
+ Caesar's Place: http://ceolino.blogspot.com/2007/07/19-de-julho-1799-descoberta-da-pedra.html
Thot

Toth, Tot, Tôt, Thoth ou Zonga é o nome em grego de Djehuty (ou Zehuti), pertencente ao panteão egípcio, é o deus da sabedoria, é secretário e arquivista dos deuses.
Sendo uma divindade lunar, tem a seu cargo a sabedoria, a escrita, a aprendizagem, a magia, a medição do tempo, entre outros atributos. A ele era atribuita a revelação ao homem de quase todas as disciplinas intelecuais, foi o inventor da escrita hieroglífica e era o escriba dos deuses. Toth presenteou aos homens o sitema da língua escrita.
A escrita era considerada uma arte impregnada de magia e encantamento que atribuia poderes supremos aos seu aprendiz. Os escribas eram os detentores desse conhecimento, e dominando a escrita eles eram poderosos dentro do sistema egipicios, eram também os responsáveis por ensiná-lo aos jovens, assim, o Antigo Egito foi uma das primeira civilizações a adotar a escrita como disciplina escolar.
Era frequentemente representado como um escriba com cabeça de íbis (a ave que lhe estava consagrada). Também era representado por um babuíno.
O bico curvo de Toth era dito com um símbolo da lua, sua face era de um passaro chamado Íbis, que era seu animal sagrado.
De acordo com o livro dos mortos Toth era dito como o advogado da humanidade, ele pesava o coração dos mortos, enquanto Anubis pesava a alma, em um dos pratos ficava a pena que simbolizava a verdade e no outro prato ficava a Ab que seria o coração do morto, Toth tinha que examinar a dignidade do morto.
"Mestre das palavras divinas". Preside a medida do tempo, o disco na cabeça é a lua, cujas fases ritmam os dias e as noites.
Fontes (saiba mais):
+ História da Escrita - do papiro ao computador - parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=r7yeiRtc1fA&feature=related
+ JFaudio: http://www.jfaudio.net/toth_pt.htm+ Um por tudo: http://umportudo.blogspot.com/2011/10/as-origens-da-religiao-egipcia.html
+ O Fascínio do Antigo Egito: http://www.fascinioegito.sh06.com/babuino.htm
+ All of the Mitology: http://allofthemitology.blogspot.com/2008/05/toth-deus-da-sabedoria.html
(Consultados em 29/Fev/2012, 20h)
Epigrafia
Epigrafia
1. Parte da paleografia que estuda as inscrições, ciência que tem por objeto o estudo das inscrições antigas 2. escrita antiga em material resistente (pedra, metal, argila, cera, etc.), incluindo sua decifração, datação e interpretação.
(fonte: O Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa corresponde à 3ª. edição, 1ª. impressão da Editora Positivo.)
Epigrafia é uma ciência auxiliar da história, na qual se estudam as inscrições antigas, ou "epígrafes", gravadas em matérias sólidas (tais como a madeira, rocha, ossos, metal), visando obter a decifração, interpretação e classificação das inscrições.
Embora também estude os estilos epigráficos usados nas moedas e similares, na realidade o estudo especializado das inscrições ou lendas que aparecem sobre estas são matéria da numismática.
(fonte Wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Epigrafia, em 29/fev/2012)
1. Parte da paleografia que estuda as inscrições, ciência que tem por objeto o estudo das inscrições antigas 2. escrita antiga em material resistente (pedra, metal, argila, cera, etc.), incluindo sua decifração, datação e interpretação.
(fonte: O Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa corresponde à 3ª. edição, 1ª. impressão da Editora Positivo.)
Epigrafia é uma ciência auxiliar da história, na qual se estudam as inscrições antigas, ou "epígrafes", gravadas em matérias sólidas (tais como a madeira, rocha, ossos, metal), visando obter a decifração, interpretação e classificação das inscrições.
Embora também estude os estilos epigráficos usados nas moedas e similares, na realidade o estudo especializado das inscrições ou lendas que aparecem sobre estas são matéria da numismática.
(fonte Wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Epigrafia, em 29/fev/2012)
2 de mai. de 2011
A Frente de Libertação Animal
Surgiu no Reino Unido no final da década de 1970, inicialmente restringindo-se a sabotagem de caçadas, logo extendeu-se a todo tipo de ação abusiva direta contra os animais.
O que é
A ALF é uma organização sem líder, sem estrutura, sem hierarquia, consistindo apenas dos ativistas que agem de forma isolada seguindo uma série de princípios, na tradução de Bruno Müller:
1. LIBERTAR animais de lugares de abuso, i.e. laboratórios, fazendas-fábricas, fazendas de peles, etc., e alocá-los em bons lares onde possam viver suas vidas naturais, livres de sofrimento.
2. INFLIGIR dano econômico àqueles que lucram com o sofrimento e exploração dos animais.
3. REVELAR o horror e as atrocidades cometidas contra animais por trás das portas trancadas, por meio da prática de ações diretas não-violentas e libertações.
4. TOMAR todas as precauções necessárias para não ferir qualquer animal, humano e não-humano.
5. ANALISAR as ramificações de todas as ações propostas, e nunca aplicar generalizações quando uma informação específica estiver disponível.
O que faz
A Frente faz ações diretas contra aqueles que ganham com a exploração animal. Causar dano econômico contra simples creófilos não está dentro do objetivo da Frente. A Frente apenas alveja os especistas diretos.
Quem participa
Qualquer vegano ou vegetariano (incoerentemente incluido) que fizer uma ação direta que siga os princípios da organização pode ser considerado parte da Frente.
Críticas
Gary Francione escreveu um artigo que critica sabiamente a Frente. Sobre vegetarianos na Frente, ele afirma:
[...] é para lá de desconcertante, para mim, o fato de que alguém possa dizer que pessoas que estejam, elas próprias, ativamente envolvidas na exploração animal possam pensar que seja sequer aceitável a idéia de que devam praticar atos de violência contra outras pessoas envolvidas na exploração animal.
Fora isso, Gary Francione coloca que
Argumentei, com frequência, que quem apoia a violência não pode afirmar, coerentemente, que temos de dirigir ataques contra os exploradores institucionais, porque somos nós, os consumidores, que criamos a demanda por produtos animais.
A Milícia dos Direitos Animais, por sua vez, faz uma crítica inversa da de Gary Francione. Mas essa crítica será tema do dossiê da própria Milícia, pois é isso que a diferencia da Frente.
________________________________________
Publicado por Samory Santos, em Organizações Animalistas
+ em: http://www.animalliberationfront.com/
30 de abr. de 2011
Qual a origem do nome dos planetas do sistema solar?
Os primeiros a batizar planetas foram os sumérios, povo que ocupava a região da Mesopotâmia (atual Iraque) há 5 mil anos. Eles já haviam identificado cinco "estrelas" que se moviam no céu, enquanto as demais permaneciam paradas, e acreditaram que fossem deuses. De acordo com as características de cada uma, elas ganharam nomes relacionados com as divindades.
Séculos depois, os romanos adaptaram os nomes dos planetas de acordo com suas próprias divindades. As cinco estrelas dos sumérios ganharam novos nomes: Enki, a que se movia mais rápido, recebeu o nome de Mercúrio, o veloz mensageiro dos deuses. Vênus, a deusa da beleza, batizou a mais brilhante das estrelas, Inanna. A vermelha Gugalanna, cor do sangue, ganhou o nome de Marte, deus da guerra. Enlil, a maior, foi chamada de Júpiter, nome latino de Zeus, senhor do Olimpo. Ninurta, a mais lenta de todas, cuja movimentação só era percebida pelos mais pacientes, ganhou o nome de Saturno, o deus do tempo. Já o nome da Terra vem do latim antigo. Na época, a palavra já tinha os mesmos significados de hoje: solo, chão, território.
Na mitologia romana, a Terra era representada pela deusa Gaia, ligada à fertilidade. Os outros três planetas foram descobertos há relativamente pouco tempo. Urano, descoberto em 1781, ganhou o nome do deus greco-romano que representava o céu. Netuno, visto pela primeira vez em 1846, foi batizado com o nome do deus romano dos oceanos. O planeta mais distante de todos, Plutão, descoberto em 1930, por pouco não se chamou Percival, sugestão da mulher do astrônomo Percival Lowell, que havia previsto a existência do planeta em 1915. Foi a estudante inglesa Venetia Burney, na época com 11 anos, quem sugeriu aos pesquisadores que o astro recebesse o nome do deus romano dos mortos.
FONTE: http://mundoestranho.abril.com.br/geografia/pergunta_287174.shtml
Séculos depois, os romanos adaptaram os nomes dos planetas de acordo com suas próprias divindades. As cinco estrelas dos sumérios ganharam novos nomes: Enki, a que se movia mais rápido, recebeu o nome de Mercúrio, o veloz mensageiro dos deuses. Vênus, a deusa da beleza, batizou a mais brilhante das estrelas, Inanna. A vermelha Gugalanna, cor do sangue, ganhou o nome de Marte, deus da guerra. Enlil, a maior, foi chamada de Júpiter, nome latino de Zeus, senhor do Olimpo. Ninurta, a mais lenta de todas, cuja movimentação só era percebida pelos mais pacientes, ganhou o nome de Saturno, o deus do tempo. Já o nome da Terra vem do latim antigo. Na época, a palavra já tinha os mesmos significados de hoje: solo, chão, território.
Na mitologia romana, a Terra era representada pela deusa Gaia, ligada à fertilidade. Os outros três planetas foram descobertos há relativamente pouco tempo. Urano, descoberto em 1781, ganhou o nome do deus greco-romano que representava o céu. Netuno, visto pela primeira vez em 1846, foi batizado com o nome do deus romano dos oceanos. O planeta mais distante de todos, Plutão, descoberto em 1930, por pouco não se chamou Percival, sugestão da mulher do astrônomo Percival Lowell, que havia previsto a existência do planeta em 1915. Foi a estudante inglesa Venetia Burney, na época com 11 anos, quem sugeriu aos pesquisadores que o astro recebesse o nome do deus romano dos mortos.
FONTE: http://mundoestranho.abril.com.br/geografia/pergunta_287174.shtml
ATON - EGIPÍCIO
NETER
Neter é uma palavra em egípcio sem tradução exata. A antiga religião egípcia, diferente do que muitos pensam, cultua apenas um único deus. Sendo este supremo, eterno, imortal, onisciente, onipresente e onipotente. Mas este deus aparece de várias formas e aspectos, os Neteru (plural de Neter no masculino e Netert no feminino). Um exemplo para compreender melhor isso é a água, que sendo líquida, sólida ou gasosa continua sendo água. Dessa forma os Neteru tem sua própria personalidade, ações e são cultuados. Os neteru também podem ser ditos como informações ou pistas para conhecer Deus. Por exemplo: se é nos informado apenas o nome de alguém, não temos o mínimo conhecimento desse, mas quanto mais pistas e informações sobre ele, melhor o conhecemos. Desse modo os arqueólogos e egiptólogos que estudaram sobre a antiga religião egípcia, traduziram neteru como deuses e deusas, dando totalmente a informação errônea de que tais são forças independentes
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Neter
ATON
Aton é um neter egípcio, pouco se conhece sobre este, mas seria uma segunda forma de Amon, no qual nos cultos veio substituir este. O faraó Akhenaton proibiu aos antigos egípcios a cultuar outros neteru, escolhendo somente Aton.
A imagem está representada em cima do trono de Tutankamon (ou Tutancâmon) que foi um faraó do Antigo Egito que faleceu ainda na adolescência. Devido ao fato de ter falecido tão novo, o seu túmulo não foi tão suntuoso quanto o de outros faraós, mas mesmo assim é o que mais fascina a imaginação moderna pois foi uma das raras sepulturas reais encontradas quase intacta. Ao ser aberta, em 1922, ela ainda continha peças de ouro, tecidos, mobília, armas e textos sagrados que revelam muito sobre o Egipto de 3400 anos atrás.
Neter é uma palavra em egípcio sem tradução exata. A antiga religião egípcia, diferente do que muitos pensam, cultua apenas um único deus. Sendo este supremo, eterno, imortal, onisciente, onipresente e onipotente. Mas este deus aparece de várias formas e aspectos, os Neteru (plural de Neter no masculino e Netert no feminino). Um exemplo para compreender melhor isso é a água, que sendo líquida, sólida ou gasosa continua sendo água. Dessa forma os Neteru tem sua própria personalidade, ações e são cultuados. Os neteru também podem ser ditos como informações ou pistas para conhecer Deus. Por exemplo: se é nos informado apenas o nome de alguém, não temos o mínimo conhecimento desse, mas quanto mais pistas e informações sobre ele, melhor o conhecemos. Desse modo os arqueólogos e egiptólogos que estudaram sobre a antiga religião egípcia, traduziram neteru como deuses e deusas, dando totalmente a informação errônea de que tais são forças independentes
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Neter
ATON
Para alguns pesquisadores sua imagem representa o Sol, para outros um cometa.
A ORIGEM DO MUNDO SEGUNDO OS VEDAS
A cosmologia do hinduísmo também explica, além da origem do mundo, sua organização social. Segundo os Vedas, 3 divindades são responsáveis pelos ciclos de criação e destruição do Universo: Brahma cria, Vishnu preserva e Shiva o destrói para que o ciclo recomece. Para criar o mundo e os humanos, Brahma fez dois deuses de si: Gayatri e Purusha, o homem cósmico de onde foram feitas todas as coisas. Mas, enquanto alguns homens nasceram da boca de Purusha, e se tornaram sacerdotes, outros nasceram dos pés, e se tornaram os escravos da sociedade indiana.
O exemplo da sociedade hindu é apenas mais um exemplo de como os mitos sobre a criação do Universo fazem bem mais que resolver questões existenciais ao estabelecer relações de poder e detalhar códigos de conduta. O que faz deles ferramentas importantes para a coesão social, como parte indispensável da cultura e da identidade de um povo.
SHIVA
Shiva ou Xiva é um deus ("Deva") hindu, o Destruidor (ou o Transformador), participante da Trimurti juntamente com Brama (Brahma), o Criador, e Vixnu (Vishnu), o Preservador.
Uma das duas principais linhas gerais do hinduísmo é chamada de xivaísmo, em referência ao deus.
...como Nataraja

Neste aspecto, Shiva aparece como o rei (raja) dos dançarinos (nata).
Ele dança dentro de um círculo de fogo, símbolo da renovação e, através de sua dança, Nataraja cria, conserva e destrói o universo. Ela representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa. Ele não se envolve com a dança do universo pois sabe que ela não é permanente. Como um yogue, ele se fixa em sua própria natureza, seu ser interior, que é perene.
Em uma das mãos, ele segura o Damaru, o tambor em forma de ampulheta com o qual marca o ritmo cósmico e o fluir do tempo. Na outra, traz uma chama, símbolo da transformação e da destruição de tudo que é ilusório.
As outras duas mãos, encontram-se em gestos específicos. A direita, cuja palma está a mostra, representa um gesto de proteção e bênçãos (abhaya mudrá). A esquerda representa a tromba de um elefante, aquele que destrói os obstáculos.
Nataraja pisa com seu pé direito sobre as costas de um anão. Ele é o demônio da ignorância interior, a ignorância que nos impede de perceber nosso verdadeiro eu. O pedestal da estátua é uma flor de lótus, símbolo do mundo manifestado.
A imagem toda nos diz: "Vá além do mundo das aparências, vença a ignorância interior e torne-se Shiva, o meditador, aquele que enxerga a verdade através do olho que tudo vê (terceiro olho, Ájña Chakra)."
BRAHMA
Brama, também conhecido pela grafia Brahma, é o primeiro deus da Trimurti, a trindade do hinduísmo, que forma junto com Vixnu e Shiva.
Brama é considerado pelos hindus a representação da força criadora ativa no universo.
A visão de universo pelos hindus é cíclica. Depois que um universo é destruído por Shiva, Vixnu se encontra dormindo e flutuando no oceano primordial. Quando o próximo universo está para ser criado, Brama aparece montado num Lótus, que brotou do umbigo de Vixnu e recria todo o universo.
Depois que Brama cria o universo, ele permanece em existência por um dia de Brama, que vem a ser aproximadamente 4.320.000.000 anos em termos de calendário hindu. Quando Brama vai dormir, após o fim do dia, o mundo e tudo que nele existe é consumido pelo fogo, quando ele acorda de novo, ele recria toda a criação, e assim sucessivamente, até que se completem 100 anos de Brama, quando esse dia chegar, Brama vai deixar de existir, e todos os outros deuses e todo o universo vão ser dissolvidos de volta para seus elementos constituíntes.
Brama é representado com quatro cabeças, mas originalmente, era representado com cinco. O ganho de cinco cabeças e a perda de uma é contado numa lenda muito interessante. De acordo com os mitos, ele possuía apenas uma cabeça. Depois de cortar uma parte do seu próprio corpo, Brahma criou dela uma mulher, chamada Satrupa, também chamada de Sarasvati. Quando Brahma viu sua criação, ele logo se apaixonou por ela, e já não conseguia tirar os olhos da beleza de Satrupa.
Naturalmente, Satrupa ficou envergonhada e tentava se esquivar dos olhares de Brama movendo-se para todos os lados. Para poder vê-la onde quer que fosse, Brama criou mais três cabeças, uma à esquerda, outra à direita e outra logo atrás da original. Então Satrupa voou até o alto do céu, fazendo com que Brama criasse uma quinta cabeça olhando para cima, foi assim que Brama veio a ter cinco cabeças. Da união de Brahma e Satrupa, nasceu Suayambhuva Manu, o pai de todos os humanos.
Nas escrituras, é mencionado que a quinta cabeça foi eliminada por Shiva. Brama falou desrespeitosamente de Shiva, que abriu seu terceiro olho e queimou a quinta cabeça de Brama.
VISHNU (VIXNU)
Na mitologia hindu, Vixnu (em hindi विष्णु, transl. Vishnu, da raiz sânscrita vishva, "tudo"), juntamente com Shiva e Brahma formam a trimúrti, a trindade hindu, na qual Vixnu é o deus responsável pela manutenção do universo.
Nas duas representações comuns de Vixnu, ele aparece flutuando sobre ondas em cima das costas de um deus-serpente chamado Shesh Nag, ou flutuando sobre as ondas com seus quatro braços, cada mão segurando um de seus atributos divinos, uma concha, um disco de energia, um lótus e um cajado.
A concha se chama Pantchdjanya, que têm nela todos os cinco elementos da criação: ar, fogo, água, terra e éter. Quando se assopra nessa concha, pode se ouvir o som que deu origem à todo o universo, o Om.
O disco, ou roda de energia de Vixnu, se chama Sudarshana, e representa o controle dos seis sentimentos, servindo de arma para cortar a cabeça de qualquer demônio.
O Lótus de Vixnu, se chama Padma, e é o símbolo da pureza e representa a Verdade por trás da ilusão.
O cajado de Vixnu, se chama Kaumodaki, ele representa a força da qual toda a força física e mental do universo são derivadas.
Segundo o hinduísmo, Vixnu vem ao mundo de diversas formas, chamadas avatares, que podem ser humanas, animais ou uma combinação dos dois. Todos esses avatares aparecem ao mundo, quando um grande mal ameaça a Terra; no total, existem dez avatares de Vixnu, dos quais nove já se manifestaram no nosso mundo - sendo Rama e Críxena (Krishna) os mais conhecidos - e outro ainda está por vir:
* Matsya, o Peixe;
* Kurma, a Tartaruga;
* Varaha, o Javali;
* Narasimha, o Homem-Leão;
* Vamana, o Anão;
* Parashurama, o Homem com o machado;
* Rama, o arqueiro;
* Críxena (Krishna)
* Buda, o Iluminado (Sidarta Gautama)[1]
* Kalki, o espadachim montado a cavalo que ainda está por vir.
WIKIPÉDIA: HINDUÍSMO (http://pt.wikipedia.org/wiki/Hindu%C3%ADsmo)
O exemplo da sociedade hindu é apenas mais um exemplo de como os mitos sobre a criação do Universo fazem bem mais que resolver questões existenciais ao estabelecer relações de poder e detalhar códigos de conduta. O que faz deles ferramentas importantes para a coesão social, como parte indispensável da cultura e da identidade de um povo.
SHIVA
Shiva ou Xiva é um deus ("Deva") hindu, o Destruidor (ou o Transformador), participante da Trimurti juntamente com Brama (Brahma), o Criador, e Vixnu (Vishnu), o Preservador.
Uma das duas principais linhas gerais do hinduísmo é chamada de xivaísmo, em referência ao deus.
...como Nataraja
Neste aspecto, Shiva aparece como o rei (raja) dos dançarinos (nata).
Ele dança dentro de um círculo de fogo, símbolo da renovação e, através de sua dança, Nataraja cria, conserva e destrói o universo. Ela representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa. Ele não se envolve com a dança do universo pois sabe que ela não é permanente. Como um yogue, ele se fixa em sua própria natureza, seu ser interior, que é perene.
Em uma das mãos, ele segura o Damaru, o tambor em forma de ampulheta com o qual marca o ritmo cósmico e o fluir do tempo. Na outra, traz uma chama, símbolo da transformação e da destruição de tudo que é ilusório.
As outras duas mãos, encontram-se em gestos específicos. A direita, cuja palma está a mostra, representa um gesto de proteção e bênçãos (abhaya mudrá). A esquerda representa a tromba de um elefante, aquele que destrói os obstáculos.
Nataraja pisa com seu pé direito sobre as costas de um anão. Ele é o demônio da ignorância interior, a ignorância que nos impede de perceber nosso verdadeiro eu. O pedestal da estátua é uma flor de lótus, símbolo do mundo manifestado.
A imagem toda nos diz: "Vá além do mundo das aparências, vença a ignorância interior e torne-se Shiva, o meditador, aquele que enxerga a verdade através do olho que tudo vê (terceiro olho, Ájña Chakra)."
BRAHMA
Brama, também conhecido pela grafia Brahma, é o primeiro deus da Trimurti, a trindade do hinduísmo, que forma junto com Vixnu e Shiva.
Brama é considerado pelos hindus a representação da força criadora ativa no universo.
A visão de universo pelos hindus é cíclica. Depois que um universo é destruído por Shiva, Vixnu se encontra dormindo e flutuando no oceano primordial. Quando o próximo universo está para ser criado, Brama aparece montado num Lótus, que brotou do umbigo de Vixnu e recria todo o universo.
Depois que Brama cria o universo, ele permanece em existência por um dia de Brama, que vem a ser aproximadamente 4.320.000.000 anos em termos de calendário hindu. Quando Brama vai dormir, após o fim do dia, o mundo e tudo que nele existe é consumido pelo fogo, quando ele acorda de novo, ele recria toda a criação, e assim sucessivamente, até que se completem 100 anos de Brama, quando esse dia chegar, Brama vai deixar de existir, e todos os outros deuses e todo o universo vão ser dissolvidos de volta para seus elementos constituíntes.
Brama é representado com quatro cabeças, mas originalmente, era representado com cinco. O ganho de cinco cabeças e a perda de uma é contado numa lenda muito interessante. De acordo com os mitos, ele possuía apenas uma cabeça. Depois de cortar uma parte do seu próprio corpo, Brahma criou dela uma mulher, chamada Satrupa, também chamada de Sarasvati. Quando Brahma viu sua criação, ele logo se apaixonou por ela, e já não conseguia tirar os olhos da beleza de Satrupa.
Naturalmente, Satrupa ficou envergonhada e tentava se esquivar dos olhares de Brama movendo-se para todos os lados. Para poder vê-la onde quer que fosse, Brama criou mais três cabeças, uma à esquerda, outra à direita e outra logo atrás da original. Então Satrupa voou até o alto do céu, fazendo com que Brama criasse uma quinta cabeça olhando para cima, foi assim que Brama veio a ter cinco cabeças. Da união de Brahma e Satrupa, nasceu Suayambhuva Manu, o pai de todos os humanos.
Nas escrituras, é mencionado que a quinta cabeça foi eliminada por Shiva. Brama falou desrespeitosamente de Shiva, que abriu seu terceiro olho e queimou a quinta cabeça de Brama.
VISHNU (VIXNU)
Nas duas representações comuns de Vixnu, ele aparece flutuando sobre ondas em cima das costas de um deus-serpente chamado Shesh Nag, ou flutuando sobre as ondas com seus quatro braços, cada mão segurando um de seus atributos divinos, uma concha, um disco de energia, um lótus e um cajado.
A concha se chama Pantchdjanya, que têm nela todos os cinco elementos da criação: ar, fogo, água, terra e éter. Quando se assopra nessa concha, pode se ouvir o som que deu origem à todo o universo, o Om.
O disco, ou roda de energia de Vixnu, se chama Sudarshana, e representa o controle dos seis sentimentos, servindo de arma para cortar a cabeça de qualquer demônio.
O Lótus de Vixnu, se chama Padma, e é o símbolo da pureza e representa a Verdade por trás da ilusão.
O cajado de Vixnu, se chama Kaumodaki, ele representa a força da qual toda a força física e mental do universo são derivadas.
Segundo o hinduísmo, Vixnu vem ao mundo de diversas formas, chamadas avatares, que podem ser humanas, animais ou uma combinação dos dois. Todos esses avatares aparecem ao mundo, quando um grande mal ameaça a Terra; no total, existem dez avatares de Vixnu, dos quais nove já se manifestaram no nosso mundo - sendo Rama e Críxena (Krishna) os mais conhecidos - e outro ainda está por vir:
* Kurma, a Tartaruga;
* Varaha, o Javali;
* Narasimha, o Homem-Leão;
* Vamana, o Anão;
* Parashurama, o Homem com o machado;
* Rama, o arqueiro;
* Críxena (Krishna)
* Buda, o Iluminado (Sidarta Gautama)[1]
* Kalki, o espadachim montado a cavalo que ainda está por vir.
LINKs INTERESSANTES:
JORNAL CONTATO: COSMOLOGIA VÉDICA (http://www.jornalcontato.com.br/282/licao/materia.htm)WIKIPÉDIA: HINDUÍSMO (http://pt.wikipedia.org/wiki/Hindu%C3%ADsmo)
CÓDICE DE DRESDEN
O QUE SÃO "CÓDICES"?
Os códices (ou codex) eram livros manuscritos, as folhas era produzidas a partir de materiais que variavam entre pele animal até pedaços de casca de árvores, algodão, folhas de árvores e sementes; em geral do período da Antiguidade tardia até a Idade Média. O códice é um avanço do rolo de pergaminho, e gradativamente substituiu este último como suporte da escrita. O códice, por sua vez, foi substituído pelo livro impresso.
CÓDICES MAIAS
Os códices maias são livros desdobráveis produzidos pela civilização maia pré-colombiana. Os textos estão redigidos utilizando caracteres hieroglíficos maias que foram inscritos sobre papel mesoamericano produzido a partir da casca de algumas árvores, sobretudo algumas espécies de figueira (Ficus padifolia e Ficus cotinifolia). Este papel, conhecido geralmente pela designação náuatle amatl era chamado huun pelos maias.
Atualmente os códices têm os nomes das cidades aonde estão arquivados. O Códice de Dresden é geralmente considerado o mais importante dos poucos que ainda restamda maioria que foram destruidos pelos espanhóis durante a invasão da América Latina.
O CÓDICE DE DRESDEN
O Códice de Dresden encontra-se na Sächsische Landesbibliothek, a biblioteca estadual de Dresden, na Alemanha. É o mais elaborado dos códices maias, bem como uma importante obra de arte. Muitas seções são ritualistas (incluindo os chamados "almanaques"), outras são de natureza astrológica (eclipses, ciclo de Vênus). O códice encontra-se escrito em uma longa folha de papel dobrada de forma a produzir um livro de 39 folhas, escritas em ambas as faces. Deve ter sido escrito pouco tempo antes da conquista espanhola. De alguma maneira chegou à Europa e foi comprado pela biblioteca real da corte da Saxônia em Dresden no ano de 1.739.
Em 1880 um estudioso alemão começou a estudar o código detalhadamente. Conseguiu decifrar os hieróglifos e ver a visão que os maias tinham do futuro e do universo. Os especialistas logo descobriram que o códice continha uma série de previsões astronômicas. Os eclípses e ciclos lunares e venusianos estavam claramente representados. Era um diagrama da atividade galáctica que se estendia por milhares de anos no futuro. Eles também perceberam que o código apresentava um calendário, mais avançado até mesmo que os atuais. Dentro deste calendário parecia haver previsões ligadas a diferentes eras históricas. Para entender as profecias maias, inclusive a do fim do mundo, era preciso entender como este calendário se organizava, o que não era tarefa fácil. Demorou mais de século para desvendar o calendário na qual as profecias se baseiam, Ainda incompleto, o minucioso trabalho de decifrar o Códice de Dresden e compará-lo as incrições maias nos monumentos continua. A maior certeza até agora que os cientístas chegaram é que os maias eram obsecados pelo tempo e tinham uma visão muito diferente da nossa. Para eles o tempo era cíclico. Algo que aconteceu no passado certamente voltará a acontecer continuamente. Para nós o tempo é linear.
Atualmente as interpretações sobre "as profecias sobre o fim do mundo" em 2012 foram criadas a partir desses Códices Maias, mas a realidade é que não se pode afirmar categoricamente o que está escrito.
*NOTICIAS
"Os adeptos das teorias da conspiração sofreram um duro golpe esta semana quando arqueólogos mexicanos voltaram a afirmar que o mundo não acaba em 2012 – pelo menos, não de acordo com o calendário Maia.
Os pesquisadores do Instituto Nacional de Arqueologia e História apresentaram ao mundo a sexta parte do Calendário Maia."
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/o-mundo-nao-acaba-em-2012-reafirma-pesquisador-31032011-40.shl
FONTES:
WIKIPÉDIA: http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3dices_maias
DOIS MIL E DOZE: http://www.doismiledoze.com/o-codice-maia/
TIPOGRAFIA: http://tipografos.net/glossario/codice.html
2012 O FIM DO MUNDO: http://2012ofimdomundo.blogspot.com/2009/10/o-codice-de-dresden.html
Os códices (ou codex) eram livros manuscritos, as folhas era produzidas a partir de materiais que variavam entre pele animal até pedaços de casca de árvores, algodão, folhas de árvores e sementes; em geral do período da Antiguidade tardia até a Idade Média. O códice é um avanço do rolo de pergaminho, e gradativamente substituiu este último como suporte da escrita. O códice, por sua vez, foi substituído pelo livro impresso.
CÓDICES MAIAS
Atualmente os códices têm os nomes das cidades aonde estão arquivados. O Códice de Dresden é geralmente considerado o mais importante dos poucos que ainda restamda maioria que foram destruidos pelos espanhóis durante a invasão da América Latina.
O CÓDICE DE DRESDEN
O Códice de Dresden encontra-se na Sächsische Landesbibliothek, a biblioteca estadual de Dresden, na Alemanha. É o mais elaborado dos códices maias, bem como uma importante obra de arte. Muitas seções são ritualistas (incluindo os chamados "almanaques"), outras são de natureza astrológica (eclipses, ciclo de Vênus). O códice encontra-se escrito em uma longa folha de papel dobrada de forma a produzir um livro de 39 folhas, escritas em ambas as faces. Deve ter sido escrito pouco tempo antes da conquista espanhola. De alguma maneira chegou à Europa e foi comprado pela biblioteca real da corte da Saxônia em Dresden no ano de 1.739.
Em 1880 um estudioso alemão começou a estudar o código detalhadamente. Conseguiu decifrar os hieróglifos e ver a visão que os maias tinham do futuro e do universo. Os especialistas logo descobriram que o códice continha uma série de previsões astronômicas. Os eclípses e ciclos lunares e venusianos estavam claramente representados. Era um diagrama da atividade galáctica que se estendia por milhares de anos no futuro. Eles também perceberam que o código apresentava um calendário, mais avançado até mesmo que os atuais. Dentro deste calendário parecia haver previsões ligadas a diferentes eras históricas. Para entender as profecias maias, inclusive a do fim do mundo, era preciso entender como este calendário se organizava, o que não era tarefa fácil. Demorou mais de século para desvendar o calendário na qual as profecias se baseiam, Ainda incompleto, o minucioso trabalho de decifrar o Códice de Dresden e compará-lo as incrições maias nos monumentos continua. A maior certeza até agora que os cientístas chegaram é que os maias eram obsecados pelo tempo e tinham uma visão muito diferente da nossa. Para eles o tempo era cíclico. Algo que aconteceu no passado certamente voltará a acontecer continuamente. Para nós o tempo é linear.
Atualmente as interpretações sobre "as profecias sobre o fim do mundo" em 2012 foram criadas a partir desses Códices Maias, mas a realidade é que não se pode afirmar categoricamente o que está escrito.
*NOTICIAS
"Os adeptos das teorias da conspiração sofreram um duro golpe esta semana quando arqueólogos mexicanos voltaram a afirmar que o mundo não acaba em 2012 – pelo menos, não de acordo com o calendário Maia.
Os pesquisadores do Instituto Nacional de Arqueologia e História apresentaram ao mundo a sexta parte do Calendário Maia."
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/o-mundo-nao-acaba-em-2012-reafirma-pesquisador-31032011-40.shl
FONTES:
WIKIPÉDIA: http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3dices_maias
DOIS MIL E DOZE: http://www.doismiledoze.com/o-codice-maia/
TIPOGRAFIA: http://tipografos.net/glossario/codice.html
2012 O FIM DO MUNDO: http://2012ofimdomundo.blogspot.com/2009/10/o-codice-de-dresden.html
AS TÁBUAS BABILÔNICAS
HISTÓRIA: O IMPÉRIO DA BABILÔNIA
O Império da Babilônia, que teve um papel significativo na história da Mesopotâmia, foi provavelmente fundado em 1950a.C. O povo babilônico era muito avançado para a sua época, demonstrando grandes conhecimentos em arquitetura, agricultura, astronomia e direito. Iniciou sua era de império sob o amorita Hamurabi, por volta de 1730 a.C., e manteve-se assim por pouco mais de mil anos. Hamurabi foi o primeiro rei conhecido a codificar leis, utilizando no caso, a escrita cuneiforme, escrevendo suas leis em tábuas de barro cozido, o que preservou muitos destes textos até ao presente. Daí, descobriu-se que a cultura babilônica influenciou em muitos aspectos a cultura moderna, como a divisão do dia em 24 horas, da hora em 60 minutos e daí por diante.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Babil%C3%B4nia)
AS TÁBUAS BABILÔNICAS
São milhares de tabuletas de argila nas quais estavam inscritos sinais misteriosos cuja regularidade conduziu à conclusão de que se tratava de um alfabeto especial que somente depois de meticuloso estudo foi possível decifrar. Por causa da forma da escrita, são chamados hoje de caracteres cuneiformes.
Uma dessas tábuas, por exemplo, registra a localização e o instante do aparecimento de estrelas e planetas, há quem diga que também descreve a chegada de antigos astronautas, vindos de distantes galáxias para o nosso planeta.
Muitos processos aritméticos também eram efetuados com a ajuda dessas tábuas: de multiplicação, de inversos multiplicativos, de quadrados e cubos e de exponenciais.
Dentre as tábuas matemáticas babilônicas encontramos a chamada Plimpton:
Escrita aproximadamente entre 1900 e 1600 a.C.. Ela consiste de três colunas praticamente completas de caracteres que contém ternas pitagóricas; isto é números que representam a medida da hipotenusa e de um cateto de triângulos retângulos cujos três lados têm medida inteira.
A tábua ao lado encontra-se no Museu Britânico, nela encontram-se 21 problemas sobre equações do 2º grau.
O termo "tabuada" tem sua origem nas tábuas de cálculos, que mais serviam como gabaritos para agilizar a contagem para transações comerciais.
FONTES:
WIKIPÉDIA: http://pt.wikipedia.org/wiki/Babil%C3%B4nia
IMATICA Matemática Interativa na Internet: http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/babilonia.html
DESCOBERTAS: http://tabuada.pbworks.com/w/page/14246457/descobertas
ADELMO MEDEIROS: http://adelmomedeiros.com/tabuadosbabilonios.htm
O Império da Babilônia, que teve um papel significativo na história da Mesopotâmia, foi provavelmente fundado em 1950a.C. O povo babilônico era muito avançado para a sua época, demonstrando grandes conhecimentos em arquitetura, agricultura, astronomia e direito. Iniciou sua era de império sob o amorita Hamurabi, por volta de 1730 a.C., e manteve-se assim por pouco mais de mil anos. Hamurabi foi o primeiro rei conhecido a codificar leis, utilizando no caso, a escrita cuneiforme, escrevendo suas leis em tábuas de barro cozido, o que preservou muitos destes textos até ao presente. Daí, descobriu-se que a cultura babilônica influenciou em muitos aspectos a cultura moderna, como a divisão do dia em 24 horas, da hora em 60 minutos e daí por diante.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Babil%C3%B4nia)
AS TÁBUAS BABILÔNICAS
Uma dessas tábuas, por exemplo, registra a localização e o instante do aparecimento de estrelas e planetas, há quem diga que também descreve a chegada de antigos astronautas, vindos de distantes galáxias para o nosso planeta.
Muitos processos aritméticos também eram efetuados com a ajuda dessas tábuas: de multiplicação, de inversos multiplicativos, de quadrados e cubos e de exponenciais.
Dentre as tábuas matemáticas babilônicas encontramos a chamada Plimpton:
Escrita aproximadamente entre 1900 e 1600 a.C.. Ela consiste de três colunas praticamente completas de caracteres que contém ternas pitagóricas; isto é números que representam a medida da hipotenusa e de um cateto de triângulos retângulos cujos três lados têm medida inteira.
A tábua ao lado encontra-se no Museu Britânico, nela encontram-se 21 problemas sobre equações do 2º grau.
O termo "tabuada" tem sua origem nas tábuas de cálculos, que mais serviam como gabaritos para agilizar a contagem para transações comerciais.
FONTES:
WIKIPÉDIA: http://pt.wikipedia.org/wiki/Babil%C3%B4nia
IMATICA Matemática Interativa na Internet: http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/babilonia.html
DESCOBERTAS: http://tabuada.pbworks.com/w/page/14246457/descobertas
ADELMO MEDEIROS: http://adelmomedeiros.com/tabuadosbabilonios.htm
HISTÓRIA ESCRITA DA ESCRITA
Uma das primeiras formas que o homem encontrou de registrar suas impressões sobre o mundo foi a pintura, conhecida como arte rupestre, as pinturas pré-históricas encontradas em cavernas nos contam sobre cenas do cotidiano antigo, sonhos e a forma como simbolizavam a vida, a morte, o céu e a Terra.
"Aceitando-se estas expressões como gráfico-icônicas, de cunho comunicativo, não se pode deixar de notar, que as mesmas não estão ordenadas, organizadas ou mesmo pensadas, como uma linguagem estruturada, e até uma pré-linguagem. Estas expressões não estão inscritas no mesmo universo das línguas, mas são compostas por arranjos completamente diferentes daqueles que encontra-se nas diversas formas lingüísticas em qualquer tempo. (...)"
ERA ANTIGA OU ANTIGUIDADE: Sistemas de Escrita
Os sistemas de escrita evoluíram de forma autônoma e não sofreram influências mútuas, ao menos em seus primórdios. Possivelmente, as escritas mais antigas são a escrita cuneiforme e os hieróglifos. Ambos sistemas de escrita foram criados há cerca de 5500 anos, entre sumérios e egípcios. Os hieróglifos originaram-se no Antigo Egito e a escrita cuneiforme na Mesopotâmia, (atual Iraque).
| Cunha de Metal |
Muito do que sabemos hoje sobre este período da história, devemos as placas de argila com registros cotidianos, administrativos, econômicos e políticos da época.
Já em Roma Antiga, no alfabeto romano havia somente letras maiúsculas. Contudo, na época em que estas começaram a ser escritas nos pergaminhos, com auxílio de hastes de bambu ou penas de patos e outras aves, ocorreu uma modificação em sua forma original e, posteriormente, criou-se um novo estilo de escrita denominado uncial. O novo estilo resistiu até o século VIII e foi utilizado na escritura de Bíblias lindamente escritas.
Na Alta Idade Média, no século VIII, Alcuíno, um monge inglês, elaborou outro estilo de alfabeto atendendo ao pedido do imperador Carlos Magno. Contudo, este novo estilo também possuía letras maiúsculas e minúsculas.
Com o passar do tempo, esta forma de escrita também passou por modificações, tornando-se complexa para leitura. Contudo, no século XV, alguns eruditos italianos, incomodados com este estilo complexo, criaram um novo estilo de escrita.
No ano de 1522, um outro italiano, chamado Lodovico Arrighi, foi o responsável pela publicação do primeiro caderno de caligrafia. Foi ele quem deu origem ao estilo que hoje denominamos itálico.
Com o passar do tempo outros cadernos também foram impressos, tendo seus tipos gravados em chapas de cobre (calcografia). Foi deste processo que se originou a designação de escrita calcográfica.
Em geral, ao longo da história e, principalmente nos seus primórdios, a escrita e a sua interpretação ficavam restritas as camadas sociais dominantes: aos sacerdotes e à nobreza, embora a escrita fenícia, tivesse fins essencialmente comerciais. A alfabetização somente se difundiu lentamente entre camadas mais significativas das populações após a Idade Média.
Fontes:
Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Escrita
Sua Pesquisa: http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/historiadaescrita.htm
ÁRVORE INDO-EUROPEU
Esta é a "Árvore Genealógica" de uma família muito antiga, que tem raízes em tempos distantes, mas que continua muito viva até os dias de hoje, ela ilustra as raízes de nossa língua portuguesa e de outras línguas provindas do Indo-europeu.
É a árvore de uma família linguística, uma família de linguas identificada filogenéticamente (fologenia é o termo comumente utilizado para hipóteses de relações evolutivas), onde todos os membros compartilham um ancestral em comum, o idioma Indo-Europeu.
O Indo-Europeu é um ancestral hipotético, uma vez que não há registros dessa língua pois o povo primitivo não conheciam a escrita, mas os pesquisadores chegaram até ela atravéz de estudos sobre a possível evolução histórica das línguas, de forma regressiva, partindo das línguas atuais para seu ancestral comúm. A hipotese da existência dessa língua ancetral é a mais aceita pelos línguístas (os caras que estudam a parada). O ancestral comum de uma família línguistica é conhecido como proto-língua. Por exemplo, a proto-língua reconstruível da bem conhecida família indo-europeia é chamada proto-indo-europeu.
As línguas que não são classificadas fielmente em nenhuma família são conhecidas como línguas isoladas, aparecem em um ramo separado, como o grego dentro da familia indo-européia; O grego pode ser considerado uma língua indo-européia isolada.
Essa língua mãe, recebeu o nome de Indo-europeu pois deu origem a idiomas falados inicialmente num vasto território que compreendia a Europa e a Ásia (incluindo o plateau iraniano e o subcontinente indiano).
"O período final da comunidade indo-européia primitiva é situado na idade do cobre (6500 a.C. a 4000 a.C.). As grandes correntes migratórias rumo à Europa central e ocidental, ao subcontinente indiano e à Anatólia oriental teriam ocorrido entre 4000 e 2000 a.C.. Provavelmente no final desse período se formaram os grandes ramos de dialetos indo-europeus atestados.
Entre falares já extintos e os que sobrevivem até os dias de hoje estima-se um total de cerca de 450 línguas de origem indo-européia.
Na atualidade as línguas indo-européias são faladas em todos os continentes do globo, por aproximadamente 3 bilhões de pessoas. Isso equivale a dizer que 1 em cada dois habitantes da Terra fala uma língua indo-européia. "
Consulta:
Wikipédia: Família Línguistica (http://pt.wikipedia.org/wiki/Fam%C3%ADlia_lingu%C3%ADstica)
Blog Epifania: Línguistica e Filologia (http://epifania-thefezes.blogspot.com/2010/03/linguistica-e-filologia.html)
CICC: Árvore Geneálogica das Línguas Indo-Européias (http://www.centrodeciencias.org.br/ConteudoEscolha.aspx?cod=92&item=61)
É a árvore de uma família linguística, uma família de linguas identificada filogenéticamente (fologenia é o termo comumente utilizado para hipóteses de relações evolutivas), onde todos os membros compartilham um ancestral em comum, o idioma Indo-Europeu.
O Indo-Europeu é um ancestral hipotético, uma vez que não há registros dessa língua pois o povo primitivo não conheciam a escrita, mas os pesquisadores chegaram até ela atravéz de estudos sobre a possível evolução histórica das línguas, de forma regressiva, partindo das línguas atuais para seu ancestral comúm. A hipotese da existência dessa língua ancetral é a mais aceita pelos línguístas (os caras que estudam a parada). O ancestral comum de uma família línguistica é conhecido como proto-língua. Por exemplo, a proto-língua reconstruível da bem conhecida família indo-europeia é chamada proto-indo-europeu.
As línguas que não são classificadas fielmente em nenhuma família são conhecidas como línguas isoladas, aparecem em um ramo separado, como o grego dentro da familia indo-européia; O grego pode ser considerado uma língua indo-européia isolada.
"O período final da comunidade indo-européia primitiva é situado na idade do cobre (6500 a.C. a 4000 a.C.). As grandes correntes migratórias rumo à Europa central e ocidental, ao subcontinente indiano e à Anatólia oriental teriam ocorrido entre 4000 e 2000 a.C.. Provavelmente no final desse período se formaram os grandes ramos de dialetos indo-europeus atestados.
Entre falares já extintos e os que sobrevivem até os dias de hoje estima-se um total de cerca de 450 línguas de origem indo-européia.
Na atualidade as línguas indo-européias são faladas em todos os continentes do globo, por aproximadamente 3 bilhões de pessoas. Isso equivale a dizer que 1 em cada dois habitantes da Terra fala uma língua indo-européia. "
Consulta:
Wikipédia: Família Línguistica (http://pt.wikipedia.org/wiki/Fam%C3%ADlia_lingu%C3%ADstica)
Blog Epifania: Línguistica e Filologia (http://epifania-thefezes.blogspot.com/2010/03/linguistica-e-filologia.html)
CICC: Árvore Geneálogica das Línguas Indo-Européias (http://www.centrodeciencias.org.br/ConteudoEscolha.aspx?cod=92&item=61)
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