Pra quem sofre ou sofrerá tendo que aprender Latim, ou só pra quem tem gosto em se torturar:
http://www.orbispictus.com.br/?Latim:Curso_de_Latim_3.2
9 de fev. de 2010
Shit happens (e não há nada que você possa fazer…)
"Shit happens, originado a partir do termo stuff happens é uma observação divertida de que às vezes coisas ruins acontecem para qualquer pessoa sem alguma razão em especial.[...]"
Veja + no link:
Shit happens
Postagem do blog Michek Winkler sobre a expressão citada ;) Interessantemente a toa.
Veja + no link:
Shit happens
Postagem do blog Michek Winkler sobre a expressão citada ;) Interessantemente a toa.
Sombras sobre Lovecraft
"O conto “A sombra sobre Innsmouth”, de H. P. Lovecraft, que conta a história de uma pequena cidade portuária habitada por seres mutantes, híbridos entre homens e peixes que adoram o deus Dagon, serviu de inspiração para vários filmes [...]"
Veja mais no link:
Sombras sobre Lovecraft
Muito bom! Referencias ao conto de H.P. Lovercraft em filmes! Do Blog B Movie Box
Veja mais no link:
Sombras sobre Lovecraft
Muito bom! Referencias ao conto de H.P. Lovercraft em filmes! Do Blog B Movie Box
Black Sabbath's Fantasia
Black Sabbath's Fantasia
Prince Aluka aka Ash | Vídeo do MySpace
Black Sabbath sincronizado com trecho do filme Fantasia (de 1940) da Disney.
21 de dez. de 2009
Os Buracos do Espelho - Arnaldo Antunes
o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto, outro acordado
no lado de lá onde eu caí
pro lado de cá não tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que admitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some
a janela some na parede
a palavra de água se dissolve
na palavra sede, a boca cede
antes de falar, e não se ouve
já tentei dormir a noite inteira
quatro, cinco, seis da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta, outra ligada
o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar agora
fui pelo abandono abandonado
aqui dentro do lado de fora
http://www.arnaldoantunes.com.br/
agora eu tenho que ficar aqui
com um olho aberto, outro acordado
no lado de lá onde eu caí
pro lado de cá não tem acesso
mesmo que me chamem pelo nome
mesmo que admitam meu regresso
toda vez que eu vou a porta some
a janela some na parede
a palavra de água se dissolve
na palavra sede, a boca cede
antes de falar, e não se ouve
já tentei dormir a noite inteira
quatro, cinco, seis da madrugada
vou ficar ali nessa cadeira
uma orelha alerta, outra ligada
o buraco do espelho está fechado
agora eu tenho que ficar agora
fui pelo abandono abandonado
aqui dentro do lado de fora
http://www.arnaldoantunes.com.br/
20 de nov. de 2009
"... Alguns homens procuravam este conhecimento, este Deus, através dos templos, os sacrifícios, as guerras santas, as peregrinações, os suores do trabalho. Outros, como eu, poderiam busca-lo sobre o riso solto de um débil mental, a gargalhada de uma bruxa, tripas, gengivas, um rato, os odores mais escondidos de um corpo, as contrações e gemidos do prazer, em tudo iguais às convulsões da morte."
...
"Porém no silêncio de Deus eu via também algo terrível. Que a satisfação do meu desejo implicaria numa queda no abismo do vácuo. Eu estaria completamente realizado. E poderia sobreviver aquela nova aflição que é igual ao vômito de um estômago vazio. Não resta nada para expelir e, no entanto, as vísceras se convulsionam. Não há nada também a desejar e, no entanto, se anseia muito mais do que em qualquer tempo anterior. O coração anseia mesmo pela perda de tudo o que foi adquirido, para que possa então recomeçar a ter desejos.
Agora, neste momento, eu tinha a visão de que o desejo da própria vida não passa do desejo desse desejar permanente e que qualquer saciedade seria o fim. Então se poderia pedir a Deus o nada, a paz da morte, como o Velho Canastrão. Mas Deus não concede a morte por meros pedidos. A morte obedece apenas a seus próprios caprichos, a não ser para aqueles que possuem a audácia de atirar-se nela. Mas quem conhece o destino que guarda os suicidas? E se este destino for, talvez, renascimentos sucessivos?"
...
"Deus era apenas o silêncio, o oco, a indiferença altiva, o vazio. E a resposta que se fazia dentro de mim era como o eco daqueles que clamam no deserto e só escutam, de volta, o som impotente e esganiço do próprio desespero."
(trechos do livro SIMULACROS, autor SÉRGIO SANT'ANNA, paginas 151, 175 e 176.)
...
"Porém no silêncio de Deus eu via também algo terrível. Que a satisfação do meu desejo implicaria numa queda no abismo do vácuo. Eu estaria completamente realizado. E poderia sobreviver aquela nova aflição que é igual ao vômito de um estômago vazio. Não resta nada para expelir e, no entanto, as vísceras se convulsionam. Não há nada também a desejar e, no entanto, se anseia muito mais do que em qualquer tempo anterior. O coração anseia mesmo pela perda de tudo o que foi adquirido, para que possa então recomeçar a ter desejos.
Agora, neste momento, eu tinha a visão de que o desejo da própria vida não passa do desejo desse desejar permanente e que qualquer saciedade seria o fim. Então se poderia pedir a Deus o nada, a paz da morte, como o Velho Canastrão. Mas Deus não concede a morte por meros pedidos. A morte obedece apenas a seus próprios caprichos, a não ser para aqueles que possuem a audácia de atirar-se nela. Mas quem conhece o destino que guarda os suicidas? E se este destino for, talvez, renascimentos sucessivos?"
...
"Deus era apenas o silêncio, o oco, a indiferença altiva, o vazio. E a resposta que se fazia dentro de mim era como o eco daqueles que clamam no deserto e só escutam, de volta, o som impotente e esganiço do próprio desespero."
(trechos do livro SIMULACROS, autor SÉRGIO SANT'ANNA, paginas 151, 175 e 176.)
Assinar:
Postagens (Atom)