30 de abr. de 2011

CÓDICE DE DRESDEN

O QUE SÃO "CÓDICES"?
Os códices (ou codex) eram livros manuscritos, as folhas era produzidas a partir de materiais que variavam entre pele animal até pedaços de casca de árvores, algodão, folhas de árvores e sementes; em geral do período da Antiguidade tardia até a Idade Média. O códice é um avanço do rolo de pergaminho, e gradativamente substituiu este último como suporte da escrita. O códice, por sua vez, foi substituído pelo livro impresso.

CÓDICES MAIAS
Os códices maias são livros desdobráveis produzidos pela civilização maia pré-colombiana. Os textos estão redigidos utilizando caracteres hieroglíficos maias que foram inscritos sobre papel mesoamericano produzido a partir da casca de algumas árvores, sobretudo algumas espécies de figueira (Ficus padifolia e Ficus cotinifolia). Este papel, conhecido geralmente pela designação náuatle amatl era chamado huun pelos maias.

Atualmente os códices têm os nomes das cidades aonde estão arquivados. O Códice de Dresden é geralmente considerado o mais importante dos poucos que ainda restamda maioria que foram destruidos pelos espanhóis durante a invasão da América Latina.







O CÓDICE DE DRESDEN
O Códice de Dresden encontra-se na Sächsische Landesbibliothek, a biblioteca estadual de Dresden, na Alemanha. É o mais elaborado dos códices maias, bem como uma importante obra de arte. Muitas seções são ritualistas (incluindo os chamados "almanaques"), outras são de natureza astrológica (eclipses, ciclo de Vênus). O códice encontra-se escrito em uma longa folha de papel dobrada de forma a produzir um livro de 39 folhas, escritas em ambas as faces. Deve ter sido escrito pouco tempo antes da conquista espanhola. De alguma maneira chegou à Europa e foi comprado pela biblioteca real da corte da Saxônia em Dresden no ano de 1.739.

Em 1880 um estudioso alemão começou a estudar o código detalhadamente. Conseguiu decifrar os hieróglifos e ver a visão que os maias tinham do futuro e do universo. Os especialistas logo descobriram que o códice continha uma série de previsões astronômicas. Os eclípses e ciclos lunares e venusianos estavam claramente representados. Era um diagrama da atividade galáctica que se estendia por milhares de anos no futuro. Eles também perceberam que o código apresentava um calendário, mais avançado até mesmo que os atuais. Dentro deste calendário parecia haver previsões ligadas a diferentes eras históricas. Para entender as profecias maias, inclusive a do fim do mundo, era preciso entender como este calendário se organizava, o que não era tarefa fácil. Demorou mais de século para desvendar o calendário na qual as profecias se baseiam, Ainda incompleto, o minucioso trabalho de decifrar o Códice de Dresden e compará-lo as incrições maias nos monumentos continua. A maior certeza até agora que os cientístas chegaram é que os maias eram obsecados pelo tempo e tinham uma visão muito diferente da nossa. Para eles o tempo era cíclico. Algo que aconteceu no passado certamente voltará a acontecer continuamente. Para nós o tempo é linear.


Atualmente as interpretações sobre "as profecias sobre o fim do mundo" em 2012 foram criadas a partir desses Códices Maias, mas a realidade é que não se pode afirmar categoricamente o que está escrito.

*NOTICIAS
"Os adeptos das teorias da conspiração sofreram um duro golpe esta semana quando arqueólogos mexicanos voltaram a afirmar que o mundo não acaba em 2012 – pelo menos, não de acordo com o calendário Maia.
Os pesquisadores do Instituto Nacional de Arqueologia e História apresentaram ao mundo a sexta parte do Calendário Maia."
http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/o-mundo-nao-acaba-em-2012-reafirma-pesquisador-31032011-40.shl




FONTES:
WIKIPÉDIA: http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3dices_maias
DOIS MIL E DOZE: http://www.doismiledoze.com/o-codice-maia/
TIPOGRAFIA: http://tipografos.net/glossario/codice.html
2012 O FIM DO MUNDO: http://2012ofimdomundo.blogspot.com/2009/10/o-codice-de-dresden.html

AS TÁBUAS BABILÔNICAS

HISTÓRIA: O IMPÉRIO DA BABILÔNIA

O Império da Babilônia, que teve um papel significativo na história da Mesopotâmia, foi provavelmente fundado em 1950a.C. O povo babilônico era muito avançado para a sua época, demonstrando grandes conhecimentos em arquitetura, agricultura, astronomia e direito. Iniciou sua era de império sob o amorita Hamurabi, por volta de 1730 a.C., e manteve-se assim por pouco mais de mil anos. Hamurabi foi o primeiro rei conhecido a codificar leis, utilizando no caso, a escrita cuneiforme, escrevendo suas leis em tábuas de barro cozido, o que preservou muitos destes textos até ao presente. Daí, descobriu-se que a cultura babilônica influenciou em muitos aspectos a cultura moderna, como a divisão do dia em 24 horas, da hora em 60 minutos e daí por diante.
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Babil%C3%B4nia)


AS TÁBUAS BABILÔNICAS
São milhares de tabuletas de argila nas quais estavam inscritos sinais misteriosos cuja regularidade conduziu à conclusão de que se tratava de um alfabeto especial que somente depois de meticuloso estudo foi possível decifrar. Por causa da forma da escrita, são chamados hoje de caracteres cuneiformes.

Uma dessas tábuas, por exemplo, registra a localização e o instante do aparecimento de estrelas e planetas,  há quem diga que também descreve a chegada de antigos astronautas, vindos de distantes galáxias para o nosso planeta.

Muitos processos aritméticos também eram efetuados com a ajuda dessas tábuas: de multiplicação, de inversos multiplicativos, de quadrados e cubos e de exponenciais.

Dentre as tábuas matemáticas babilônicas encontramos a chamada Plimpton:




Escrita aproximadamente entre 1900 e 1600 a.C.. Ela consiste de três colunas praticamente completas de caracteres que contém ternas pitagóricas; isto é números que representam a medida da hipotenusa e de um cateto de triângulos retângulos cujos três lados têm medida inteira.

A tábua ao lado encontra-se no Museu Britânico, nela encontram-se 21 problemas sobre equações do 2º grau.

O termo "tabuada" tem sua origem nas tábuas de cálculos, que mais serviam como gabaritos para agilizar a contagem para transações comerciais.








FONTES:

WIKIPÉDIA: http://pt.wikipedia.org/wiki/Babil%C3%B4nia
IMATICA Matemática Interativa na Internet: http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/babilonia.html
DESCOBERTAS: http://tabuada.pbworks.com/w/page/14246457/descobertas
ADELMO MEDEIROS: http://adelmomedeiros.com/tabuadosbabilonios.htm

HISTÓRIA ESCRITA DA ESCRITA

Pré-história
Uma das primeiras formas que o homem encontrou de registrar suas impressões sobre o mundo foi a pintura, conhecida como arte rupestre, as pinturas pré-históricas encontradas em cavernas nos contam sobre cenas do cotidiano antigo, sonhos e a forma como simbolizavam a vida, a morte, o céu e a Terra.


"Aceitando-se estas expressões como gráfico-icônicas, de cunho comunicativo, não se pode deixar de notar, que as mesmas não estão ordenadas, organizadas ou mesmo pensadas, como uma linguagem estruturada, e até uma pré-linguagem. Estas expressões não estão inscritas no mesmo universo das línguas, mas são compostas por arranjos completamente diferentes daqueles que encontra-se nas diversas formas lingüísticas em qualquer tempo. (...)"



ERA ANTIGA OU ANTIGUIDADE: Sistemas de Escrita


Os sistemas de escrita evoluíram de forma autônoma e não sofreram influências mútuas, ao menos em seus primórdios. Possivelmente, as escritas mais antigas são a escrita cuneiforme e os hieróglifos. Ambos sistemas de escrita foram criados há cerca de 5500 anos, entre sumérios e egípcios. Os hieróglifos originaram-se no Antigo Egito e a escrita cuneiforme na Mesopotâmia, (atual Iraque).

Cunha de Metal
Os sumérios, por volta 4.000 a.C, desenvolveram a escrita cuneiforme. Cuneiforme é designação geral dada a certos tipos de escrita feitas com auxílio de objetos em formato pontiagudo chamados de cunha, utilizados para "empurrar a escrita" em placas de barro, a escrita então era cunhada em placas de barro.

Muito do que sabemos hoje sobre este período da história, devemos as placas de argila com registros cotidianos, administrativos, econômicos e políticos da época.



Os egípcios antigos também desenvolveram a escrita quase na mesma época que os sumérios. Existiam duas formas de escrita no Antigo Egito: a demótica (mais simplificada) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida dos faraós, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamada papiro, que era produzida a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para escrever. 





Já em Roma Antiga, no alfabeto romano havia somente letras maiúsculas. Contudo, na época em que estas começaram a ser escritas nos pergaminhos, com auxílio de hastes de bambu ou penas de patos e outras aves, ocorreu uma modificação em sua forma original e, posteriormente, criou-se um novo estilo de escrita denominado uncial. O novo estilo resistiu até o século VIII e foi utilizado na escritura de Bíblias lindamente escritas.

Na Alta Idade Média, no século VIII, Alcuíno, um monge inglês, elaborou outro estilo de alfabeto atendendo ao pedido do imperador Carlos Magno. Contudo, este novo estilo também possuía letras maiúsculas e minúsculas.

Com o passar do tempo, esta forma de escrita também passou por modificações, tornando-se complexa para leitura. Contudo, no século XV, alguns eruditos italianos, incomodados com este estilo complexo, criaram um novo estilo de escrita.

No ano de 1522, um outro italiano, chamado Lodovico Arrighi, foi o responsável pela publicação do primeiro caderno de caligrafia. Foi ele quem deu origem ao estilo que hoje denominamos itálico. 

Com o passar do tempo outros cadernos também foram impressos, tendo seus tipos gravados em chapas de cobre (calcografia). Foi deste processo que se originou a designação de escrita calcográfica.

Em geral, ao longo da história e, principalmente nos seus primórdios, a escrita e a sua interpretação ficavam restritas as camadas sociais dominantes: aos sacerdotes e à nobreza, embora a escrita fenícia, tivesse fins essencialmente comerciais. A alfabetização somente se difundiu lentamente entre camadas mais significativas das populações após a Idade Média.

Fontes:

Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Escrita
Sua Pesquisa: http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/historiadaescrita.htm

ÁRVORE INDO-EUROPEU

Esta é a "Árvore Genealógica" de uma família muito antiga, que tem raízes em tempos distantes, mas que continua muito viva até os dias de hoje, ela ilustra as raízes de nossa língua portuguesa e de outras línguas provindas do Indo-europeu.

É a árvore de uma família linguística, uma família de linguas identificada filogenéticamente (fologenia é o termo comumente utilizado para hipóteses de relações evolutivas), onde todos os membros compartilham um ancestral em comum, o idioma Indo-Europeu.

O Indo-Europeu é um ancestral hipotético, uma vez que não há registros dessa língua pois o povo primitivo não conheciam a escrita, mas os pesquisadores chegaram até ela atravéz de estudos sobre a possível evolução histórica das línguas, de forma regressiva, partindo das línguas atuais para seu ancestral comúm. A hipotese da existência dessa língua ancetral é a mais aceita pelos línguístas (os caras que estudam a parada). O ancestral comum de uma família línguistica é conhecido como proto-língua. Por exemplo, a proto-língua reconstruível da bem conhecida família indo-europeia é chamada proto-indo-europeu.

As línguas que não são classificadas fielmente em nenhuma família são conhecidas como línguas isoladas, aparecem em um ramo separado, como o grego dentro da familia indo-européia; O grego pode ser considerado uma língua indo-européia isolada.


Essa língua mãe, recebeu o nome de Indo-europeu pois deu origem a idiomas falados inicialmente num vasto território que compreendia a Europa e a Ásia (incluindo o plateau iraniano e o subcontinente indiano).




"O período final da comunidade indo-européia primitiva é situado na idade do cobre (6500 a.C. a 4000 a.C.). As grandes correntes migratórias rumo à Europa central e ocidental, ao subcontinente indiano e à Anatólia oriental teriam ocorrido entre 4000 e 2000 a.C.. Provavelmente no final desse período se formaram os grandes ramos de dialetos indo-europeus atestados.

Entre falares já extintos e os que sobrevivem até os dias de hoje estima-se um total de cerca de 450 línguas de origem indo-européia.

Na atualidade as línguas indo-européias são faladas em todos os continentes do globo, por aproximadamente 3 bilhões de pessoas.  Isso equivale a dizer que 1 em cada dois habitantes da Terra fala uma língua indo-européia. "


Consulta:
Wikipédia: Família Línguistica (http://pt.wikipedia.org/wiki/Fam%C3%ADlia_lingu%C3%ADstica)
Blog Epifania: Línguistica e Filologia (http://epifania-thefezes.blogspot.com/2010/03/linguistica-e-filologia.html)
CICC: Árvore Geneálogica das Línguas Indo-Européias (http://www.centrodeciencias.org.br/ConteudoEscolha.aspx?cod=92&item=61)

Semântica

Parte 1/3

Parte 2/3
 

Parte 3/3



Mais vídeos e informações:
http://canaldoconcursoo.blogspot.com/

28 de mar. de 2011

AFORISMOS - RABINDRANATH TAGORE

Como as gaivotas e as ondas se encontram, nos encontramos e nos unimos.
Vão-se as gaivotas voando, vão pairando sobre as ondas; e nós também vamos.

Se de noite choras pelo sol, não verás as estrelas.
A luz do sol me saúda sorrindo.
A chuva, sua irmã triste, me fala ao coração.

Se faço sombra em meu caminho, é porque há uma lâmpada em mim que ainda não foi acesa.

Teu sol sorri nos dias de inverno de meu coração, e não duvido jamais das flores de tua primavera.

Quando o dia cai, a noite o beija e lhe diz ao ouvido:
'Sou tua mãe a morte, e te hei de dar nova vida'.

O mistério da vida é tão grande como a sombra na noite.

A ilusão da sabedoria é como a névoa do amanhecer.
Lemos mal o mundo, e dizemos logo que nos engana.

A borboleta conta momentos e não meses, e tem tempo de sobra.

Quando eu estiver contigo no fim do dia, poderás ver as minhas cicatrizes, e então saberás que eu me feri e também me curei.

Cada criança nos chega com uma mensagem de que Deus ainda não se esqueceu dos homens.

Elogios me acanham, mas secretamente imploro por eles.

[AFORISMOS -  RABINDRANATH TAGORE | http://www.starnews2001.com.br/rabindranath_tagore.html]

16 de jan. de 2011

Assim falou Zaratusra

    "'Há sempre o seu quê de loucura no amor; mas também há sempre o seu quê de razão na loucura. E eu, que estou bem com a vida, creio que para saber de felicidade não há como as borboletas e as bolhas de sabão, e o que se lhes assemelhe entre os homens.
     Ver revolutear essas almas aladas e loucas, encantadoras e buliçosas, é o que arranca a Zaratustra lágrimas e canções.
     Eu só poderia crer num Deus que soubesse dançar.
    E quando vi o meu demônio, parece-me sério, grave, profundo e solene: era o espírito do pesadume. Por ele caem todas as coisas.
     Não é com raiva, mas com o riso que se mata. Adiante! Matemos o espírito do pesadume!
     Eu aprendi a andar; por conseguinte corro. Eu aprendi a voar; portanto não quero que me empurrem para mudar de lugar.
     Agora sou leve, agora vôo; agora vejo a mim mesmo por baixo de mim, agora dançar em mim um Deus’
     Assim falou Zaratusra"