29 de fev. de 2012

Pedra da Rosetta



O que é a Pedra da Rosetta?
A Pedra de Rosetta é um decreto aprovado por um conselho de sacerdotes, que afirmam o culto real de 13 anos de idade de Ptolomeu V no primeiro aniversário de sua coroação. A Pedra de Rosetta é um fragmento de uma estela de granodiorito (semelhante ao granito) do Antigo Egito.

Qual a importância da Pedra da Rosetta?
Foi muito importante para a compreensão dos hieróglifos egípcios. Sua inscrição registra um decreto de 196 a.C, na cidade de Mênfis.

Como ela foi importante?
Antes da Pedra da Rosetta (ou "Pedra de Rosetta") os hieróglifos ficaram ocultos já que a sua compreensão tinha se perdido ao longo das gerações, ela possibilitou a compreensão dessa antiga escrita pois nela há três faixas de escrita, em hieróglifos, em demótico e em grego antigo. Quando os estudiosos perceberam que as faixas eram traduções do mesmo texto, começaram a entender os hieróglifos ao compara-los com o grego.

O que são Hieroglifos?
Hieróglifo ou hieroglifo é cada um dos sinais da escrita de antigas civilizações (como os egípcios, os hititas, e os maias). Também se aplica, depreciativamente, a qualquer escrita de difícil interpretação, ou que seja enigmática.

Hieróglifos Egípcios
"Hieróglifo" é um termo originário de duas palavras gregas: ἱερός (hierós) "sagrado", e γλύφειν (glýphein) "escrita". A escrita hieroglífica constitui provavelmente o mais antigo sistema organizado de escrita no mundo, e era vocacionada principalmente para inscrições formais nas paredes de templos e túmulos. Com o tempo evoluiu para formas mais simplificadas, como o hierático, uma variante mais cursiva que se podia pintar em papiros ou placas de barro, e ainda mais tarde, com a influência grega crescente no Oriente Próximo, a escrita evoluiu para o demótico, fase em que os hieróglifos iniciais ficaram bastante estilizados, havendo mesmo a inclusão de alguns sinais gregos na escrita.
Com a invasão de vários povos estrangeiros ao longo da história do egito, a língua e a escrita locais foram se alterando, incorporando novos elementos, até que finalmente desapareceram, dando lugar a outras variedades.

O que é a escrita demótica?
A escrita demótica, ou sekh shat (escrita para documentos) para os egípcios, foi a precessora da escrita hierática que já apresentava uma grande diferença em relação aos hieróglifos egípcios. Aos poucos, os desenhos minuciosos e realistas dos hieróglifos deram lugar a representações abstratas, em uma escrita cursiva, mais veloz, e realizada em um único sentido (da direita para a esquerda). A demótica, ainda mais abstrata e rápida, se constituiu como uma reformulação da escrita hierática.
Acredita-se que era uma escrita mais popular, utilizada para comércio outras assuntos mais cotidianos, enquanto os hieróglifos eram reservados para textos sacros e oficiais e eram utilizados por sacerdotes e pessoas de nível mais elevado.
A escrita demótica representava uma evolução da língua falada e era mais simplificada em comparação com a hieroglífica.

Como a Pedra de Rosetta foi descoberta?
Foi descoberta durante durante uma expedição francesa liderada por Napoleão Bonaparte. A pedra de 114 x 72 cm apareceu a leste de Alexandria, perto da cidade de El-Rashid, chamaa de Rosetta pelos ocidentais. A pedra estaria caída no chão, como uma lápide semi-enterrada ou, em outra versão menos aceita, estaria entre os incrustrada num muro que os militares demoliram. A pedra chamou atenção pelas três escritas diferentes que tinha gravadas.
Por vários motivos, o exercito francês se rende e a inglaterra sai vitoriosa, assim os ingleses se apoderam de várias reliquias, entre elas a Pedra da Rosetta, que é exibida no Museu Britânico desde 1802, sendo hoje o artefato mais visitado do museu.


Como se deu a tradução?
Com a Pedra e seus escritos originais na inglaterra, restou aos franceses as cópias que eles haviam feito anteriormente. Omaterial de cópias ficou para Jean-François Champollion, enquanto a pedra original com o inglês Thomas Young.
Através do grgo gravado na Pedra de Rosetta foi possivel reconhecer o que estava gravado nos hieroglifos, os dois estudiosos chegaram as mesmas conclusões sobre os escritos, com um detalhe que fez toda a diferença, Yong não conseguiu superrar a idéia de sua época, em que os hieroglifos eram só desenho e não tinham sonoridade. Já para Champollion, que conhecia várias línguas, foi possivel notar a semelhança entre a sonoridadelíngua copta (idimoa dos primeiros cristãos do Egito que ainda era falado em algumas igrehas de Paris) se relacionava com a antiga língua. Se pudesse coincidir os sons do copta com os hieroglifos, poderia "fazer falar" aos farós. Assim matou a charada.





Jean-François Champollion

Nascido na França, com dezesseis anos dominava uma dúzia de línguas, e com vinte anos isso incluía o latim, grego, hebreu, amárico, sânscrito, avestan, pahlavi, árabe, siríaco, caldeu, persa e chinês, sem contar o francês.

Seu interesse pelas línguas orientais, especialmente o copta, levou-o a se dedicar à tarefa de decifrar os escritos egipicios da então recém-descoberta Pedra de Rosetta, e ele passou os anos 1822–1824 envolvido nesta tarefa; concluiu que o cóptico, a língua falada pelos cristãos egípcios na altura, correspondia ao último estágio da antiga língua egípcia (algo como a "evolução mais recente" dela). Com o seu estudo, identificou vários dos caracteres demóticos na Pedra de Roseta, juntamente com os seus equivalentes cóptico. A comparação da escrita da Pedra de Rosetta com a escrita grega possibilitou a decifração dos hieróglifos (até então pouco conhecidos), a comparação com cópico possibilitou sonorizar o idioma egipicio,


Veja aqui o método de decifração de Champollion:

http://hieroglifos.com.sapo.pt/champollion.htm



Fontes (saiba mais):
+ Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Fran%C3%A7ois_Champollion
+ Champollion: http://hieroglifos.com.sapo.pt/champollion.htm
+ revista "Aventuras na História: para viajar no tempo", nº79 de Fev/2010, pag. 32-33.

+ Antigo Egito: http://antigoegito.org/?p=2738
+ Sua Pesquisa: http://www.suapesquisa.com/egito/escrita_demotica.htm
+ Star News 2001: http://www.starnews2001.com.br/egypt/champollion.html

+ Cosmos - Enciclopédia Galáctica -Parte 3 de 6-(Dublado em Portugues): http://www.youtube.com/watch?v=Vjg84T0w8YQ
+ BBC - Egito Ep. 05: O Mistério da Pedra de Roseta [Parte 2/4]: http://www.youtube.com/watch?v=llVain5WXSc&feature=related
+ História da Escrita - do papiro ao computador - parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=r7yeiRtc1fA&feature=related
+ Londres para Principiantes: http://www.londresparaprincipiantes.com/?tag=pedra-de-rosetta
+ Antigo Egito: http://antigoegito.org/?p=2738
+ Caesar's Place: http://ceolino.blogspot.com/2007/07/19-de-julho-1799-descoberta-da-pedra.html



Thot



Toth, Tot, Tôt, Thoth ou Zonga é o nome em grego de Djehuty (ou Zehuti), pertencente ao panteão egípcio, é o deus da sabedoria, é secretário e arquivista dos deuses.


Sendo uma divindade lunar, tem a seu cargo a sabedoria, a escrita, a aprendizagem, a magia, a medição do tempo, entre outros atributos. A ele era atribuita a revelação ao homem de quase todas as disciplinas intelecuais, foi o inventor da escrita hieroglífica e era o escriba dos deuses. Toth presenteou aos homens o sitema da língua escrita.


A escrita era considerada uma arte impregnada de magia e encantamento que atribuia poderes supremos aos seu aprendiz. Os escribas eram os detentores desse conhecimento, e dominando a escrita eles eram poderosos dentro do sistema egipicios, eram também os responsáveis por ensiná-lo aos jovens, assim, o Antigo Egito foi uma das primeira civilizações a adotar a escrita como disciplina escolar.


Era frequentemente representado como um escriba com cabeça de íbis (a ave que lhe estava consagrada). Também era representado por um babuíno.


O bico curvo de Toth era dito com um símbolo da lua, sua face era de um passaro chamado Íbis, que era seu animal sagrado.
De acordo com o livro dos mortos Toth era dito como o advogado da humanidade, ele pesava o coração dos mortos, enquanto Anubis pesava a alma, em um dos pratos ficava a pena que simbolizava a verdade e no outro prato ficava a Ab que seria o coração do morto, Toth tinha que examinar a dignidade do morto.


"Mestre das palavras divinas". Preside a medida do tempo, o disco na cabeça é a lua, cujas fases ritmam os dias e as noites. 


Fontes (saiba mais):
História da Escrita - do papiro ao computador - parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=r7yeiRtc1fA&feature=related
JFaudio: http://www.jfaudio.net/toth_pt.htm
Um por tudo: http://umportudo.blogspot.com/2011/10/as-origens-da-religiao-egipcia.html
O Fascínio do Antigo Egito: http://www.fascinioegito.sh06.com/babuino.htm
All of the Mitology: http://allofthemitology.blogspot.com/2008/05/toth-deus-da-sabedoria.html


(Consultados em 29/Fev/2012, 20h)

Epigrafia

Epigrafia
1. Parte da paleografia que estuda as inscrições, ciência que tem por objeto o estudo das inscrições antigas 2. escrita antiga em material resistente (pedra, metal, argila, cera, etc.), incluindo sua decifração, datação e interpretação.
(fonte: O Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa corresponde à 3ª. edição, 1ª. impressão da Editora Positivo.)


Epigrafia é uma ciência auxiliar da história, na qual se estudam as inscrições antigas, ou "epígrafes", gravadas em matérias sólidas (tais como a madeira, rocha, ossos, metal), visando obter a decifração, interpretação e classificação das inscrições.
Embora também estude os estilos epigráficos usados nas moedas e similares, na realidade o estudo especializado das inscrições ou lendas que aparecem sobre estas são matéria da numismática.
(fonte Wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Epigrafia, em 29/fev/2012)


2 de mai. de 2011

A Frente de Libertação Animal

Talvez a segunda organização animalista mais conhecida do mundo, só perdendo para a PETA, a Frente de Libertação Animal (ALF, em sua sigla em inglês) é um grupo considerado como terrrorista pelo governo dos EUA, apesar de (por definição) nunca ter machucado ninguém.

Surgiu no Reino Unido no final da década de 1970, inicialmente restringindo-se a sabotagem de caçadas, logo extendeu-se a todo tipo de ação abusiva direta contra os animais.

O que é

A ALF é uma organização sem líder, sem estrutura, sem hierarquia, consistindo apenas dos ativistas que agem de forma isolada seguindo uma série de princípios, na tradução de Bruno Müller:

    1. LIBERTAR animais de lugares de abuso, i.e. laboratórios, fazendas-fábricas, fazendas de peles, etc., e alocá-los em bons lares onde possam viver suas vidas naturais, livres de sofrimento.

    2. INFLIGIR dano econômico àqueles que lucram com o sofrimento e exploração dos animais.

    3. REVELAR o horror e as atrocidades cometidas contra animais por trás das portas trancadas, por meio da prática de ações diretas não-violentas e libertações.

    4. TOMAR todas as precauções necessárias para não ferir qualquer animal, humano e não-humano.

    5. ANALISAR as ramificações de todas as ações propostas, e nunca aplicar generalizações quando uma informação específica estiver disponível.


O que faz

A Frente faz ações diretas contra aqueles que ganham com a exploração animal. Causar dano econômico contra simples creófilos não está dentro do objetivo da Frente. A Frente apenas alveja os especistas diretos.

Quem participa

Qualquer vegano ou vegetariano (incoerentemente incluido) que fizer uma ação direta que siga os princípios da organização pode ser considerado parte da Frente.

Críticas

Gary Francione escreveu um artigo que critica sabiamente a Frente. Sobre vegetarianos na Frente, ele afirma:

[...] é para lá de desconcertante, para mim, o fato de que alguém possa dizer que pessoas que estejam, elas próprias, ativamente envolvidas na exploração animal possam pensar que seja sequer aceitável a idéia de que devam praticar atos de violência contra outras pessoas envolvidas na exploração animal.

Fora isso, Gary Francione coloca que

Argumentei, com frequência, que quem apoia a violência não pode afirmar, coerentemente, que temos de dirigir ataques contra os exploradores institucionais, porque somos nós, os consumidores, que criamos a demanda por produtos animais.

A Milícia dos Direitos Animais, por sua vez, faz uma crítica inversa da de Gary Francione. Mas essa crítica será tema do dossiê da própria Milícia, pois é isso que a diferencia da Frente.


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Publicado por Samory Santos, em Organizações Animalistas
+ em:  http://www.animalliberationfront.com/

30 de abr. de 2011

Qual a origem do nome dos planetas do sistema solar?

Os primeiros a batizar planetas foram os sumérios, povo que ocupava a região da Mesopotâmia (atual Iraque) há 5 mil anos. Eles já haviam identificado cinco "estrelas" que se moviam no céu, enquanto as demais permaneciam paradas, e acreditaram que fossem deuses. De acordo com as características de cada uma, elas ganharam nomes relacionados com as divindades.

Séculos depois, os romanos adaptaram os nomes dos planetas de acordo com suas próprias divindades. As cinco estrelas dos sumérios ganharam novos nomes: Enki, a que se movia mais rápido, recebeu o nome de Mercúrio, o veloz mensageiro dos deuses. Vênus, a deusa da beleza, batizou a mais brilhante das estrelas, Inanna. A vermelha Gugalanna, cor do sangue, ganhou o nome de Marte, deus da guerra. Enlil, a maior, foi chamada de Júpiter, nome latino de Zeus, senhor do Olimpo. Ninurta, a mais lenta de todas, cuja movimentação só era percebida pelos mais pacientes, ganhou o nome de Saturno, o deus do tempo. Já o nome da Terra vem do latim antigo. Na época, a palavra já tinha os mesmos significados de hoje: solo, chão, território.

Na mitologia romana, a Terra era representada pela deusa Gaia, ligada à fertilidade. Os outros três planetas foram descobertos há relativamente pouco tempo. Urano, descoberto em 1781, ganhou o nome do deus greco-romano que representava o céu. Netuno, visto pela primeira vez em 1846, foi batizado com o nome do deus romano dos oceanos. O planeta mais distante de todos, Plutão, descoberto em 1930, por pouco não se chamou Percival, sugestão da mulher do astrônomo Percival Lowell, que havia previsto a existência do planeta em 1915. Foi a estudante inglesa Venetia Burney, na época com 11 anos, quem sugeriu aos pesquisadores que o astro recebesse o nome do deus romano dos mortos.


FONTE: http://mundoestranho.abril.com.br/geografia/pergunta_287174.shtml

ATON - EGIPÍCIO

NETER
Neter é uma palavra em egípcio sem tradução exata. A antiga religião egípcia, diferente do que muitos pensam, cultua apenas um único deus. Sendo este supremo, eterno, imortal, onisciente, onipresente e onipotente. Mas este deus aparece de várias formas e aspectos, os Neteru (plural de Neter no masculino e Netert no feminino). Um exemplo para compreender melhor isso é a água, que sendo líquida, sólida ou gasosa continua sendo água. Dessa forma os Neteru tem sua própria personalidade, ações e são cultuados. Os neteru também podem ser ditos como informações ou pistas para conhecer Deus. Por exemplo: se é nos informado apenas o nome de alguém, não temos o mínimo conhecimento desse, mas quanto mais pistas e informações sobre ele, melhor o conhecemos. Desse modo os arqueólogos e egiptólogos que estudaram sobre a antiga religião egípcia, traduziram neteru como deuses e deusas, dando totalmente a informação errônea de que tais são forças independentes

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Neter


ATON
Aton é um neter egípcio, pouco se conhece sobre este, mas seria uma segunda forma de Amon, no qual nos cultos veio substituir este. O faraó Akhenaton proibiu aos antigos egípcios a cultuar outros neteru, escolhendo somente Aton.


Para alguns pesquisadores sua imagem representa o Sol, para outros um cometa. 
A imagem está representada em cima do trono de Tutankamon (ou Tutancâmon) que foi um faraó do Antigo Egito que faleceu ainda na adolescência. Devido ao fato de ter falecido tão novo, o seu túmulo não foi tão suntuoso quanto o de outros faraós, mas mesmo assim é o que mais fascina a imaginação moderna pois foi uma das raras sepulturas reais encontradas quase intacta. Ao ser aberta, em 1922, ela ainda continha peças de ouro, tecidos, mobília, armas e textos sagrados que revelam muito sobre o Egipto de 3400 anos atrás.

A ORIGEM DO MUNDO SEGUNDO OS VEDAS

A cosmologia do hinduísmo também explica, além da origem do mundo, sua organização social. Segundo os Vedas, 3 divindades são responsáveis pelos ciclos de criação e destruição do Universo: Brahma cria, Vishnu preserva e Shiva o destrói para que o ciclo recomece. Para criar o mundo e os humanos, Brahma fez dois deuses de si: Gayatri e Purusha, o homem cósmico de onde foram feitas todas as coisas. Mas, enquanto alguns homens nasceram da boca de Purusha, e se tornaram sacerdotes, outros nasceram dos pés, e se tornaram os escravos da sociedade indiana.

O exemplo da sociedade hindu é apenas mais um exemplo de como os mitos sobre a criação do Universo fazem bem mais que resolver questões existenciais ao estabelecer relações de poder e detalhar códigos de conduta. O que faz deles ferramentas importantes para a coesão social, como parte indispensável da cultura e da identidade de um povo.



SHIVA
Shiva ou Xiva é um deus ("Deva") hindu, o Destruidor (ou o Transformador), participante da Trimurti juntamente com Brama (Brahma), o Criador, e Vixnu (Vishnu), o Preservador.

Uma das duas principais linhas gerais do hinduísmo é chamada de xivaísmo, em referência ao deus.

...como Nataraja


Neste aspecto, Shiva aparece como o rei (raja) dos dançarinos (nata).

Ele dança dentro de um círculo de fogo, símbolo da renovação e, através de sua dança, Nataraja cria, conserva e destrói o universo. Ela representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa. Ele não se envolve com a dança do universo pois sabe que ela não é permanente. Como um yogue, ele se fixa em sua própria natureza, seu ser interior, que é perene.

Em uma das mãos, ele segura o Damaru, o tambor em forma de ampulheta com o qual marca o ritmo cósmico e o fluir do tempo. Na outra, traz uma chama, símbolo da transformação e da destruição de tudo que é ilusório.

As outras duas mãos, encontram-se em gestos específicos. A direita, cuja palma está a mostra, representa um gesto de proteção e bênçãos (abhaya mudrá). A esquerda representa a tromba de um elefante, aquele que destrói os obstáculos.

Nataraja pisa com seu pé direito sobre as costas de um anão. Ele é o demônio da ignorância interior, a ignorância que nos impede de perceber nosso verdadeiro eu. O pedestal da estátua é uma flor de lótus, símbolo do mundo manifestado.

A imagem toda nos diz: "Vá além do mundo das aparências, vença a ignorância interior e torne-se Shiva, o meditador, aquele que enxerga a verdade através do olho que tudo vê (terceiro olho, Ájña Chakra)."


BRAHMA
Brama, também conhecido pela grafia Brahma, é o primeiro deus da Trimurti, a trindade do hinduísmo, que forma junto com Vixnu e Shiva.

Brama é considerado pelos hindus a representação da força criadora ativa no universo.

A visão de universo pelos hindus é cíclica. Depois que um universo é destruído por Shiva, Vixnu se encontra dormindo e flutuando no oceano primordial. Quando o próximo universo está para ser criado, Brama aparece montado num Lótus, que brotou do umbigo de Vixnu e recria todo o universo.

Depois que Brama cria o universo, ele permanece em existência por um dia de Brama, que vem a ser aproximadamente 4.320.000.000 anos em termos de calendário hindu. Quando Brama vai dormir, após o fim do dia, o mundo e tudo que nele existe é consumido pelo fogo, quando ele acorda de novo, ele recria toda a criação, e assim sucessivamente, até que se completem 100 anos de Brama, quando esse dia chegar, Brama vai deixar de existir, e todos os outros deuses e todo o universo vão ser dissolvidos de volta para seus elementos constituíntes.

Brama é representado com quatro cabeças, mas originalmente, era representado com cinco. O ganho de cinco cabeças e a perda de uma é contado numa lenda muito interessante. De acordo com os mitos, ele possuía apenas uma cabeça. Depois de cortar uma parte do seu próprio corpo, Brahma criou dela uma mulher, chamada Satrupa, também chamada de Sarasvati. Quando Brahma viu sua criação, ele logo se apaixonou por ela, e já não conseguia tirar os olhos da beleza de Satrupa.

Naturalmente, Satrupa ficou envergonhada e tentava se esquivar dos olhares de Brama movendo-se para todos os lados. Para poder vê-la onde quer que fosse, Brama criou mais três cabeças, uma à esquerda, outra à direita e outra logo atrás da original. Então Satrupa voou até o alto do céu, fazendo com que Brama criasse uma quinta cabeça olhando para cima, foi assim que Brama veio a ter cinco cabeças. Da união de Brahma e Satrupa, nasceu Suayambhuva Manu, o pai de todos os humanos.

Nas escrituras, é mencionado que a quinta cabeça foi eliminada por Shiva. Brama falou desrespeitosamente de Shiva, que abriu seu terceiro olho e queimou a quinta cabeça de Brama.






 VISHNU (VIXNU)
Na mitologia hindu, Vixnu (em hindi विष्णु, transl. Vishnu, da raiz sânscrita vishva, "tudo"), juntamente com Shiva e Brahma formam a trimúrti, a trindade hindu, na qual Vixnu é o deus responsável pela manutenção do universo.

Nas duas representações comuns de Vixnu, ele aparece flutuando sobre ondas em cima das costas de um deus-serpente chamado Shesh Nag, ou flutuando sobre as ondas com seus quatro braços, cada mão segurando um de seus atributos divinos, uma concha, um disco de energia, um lótus e um cajado.

A concha se chama Pantchdjanya, que têm nela todos os cinco elementos da criação: ar, fogo, água, terra e éter. Quando se assopra nessa concha, pode se ouvir o som que deu origem à todo o universo, o Om.

O disco, ou roda de energia de Vixnu, se chama Sudarshana, e representa o controle dos seis sentimentos, servindo de arma para cortar a cabeça de qualquer demônio.

O Lótus de Vixnu, se chama Padma, e é o símbolo da pureza e representa a Verdade por trás da ilusão.

O cajado de Vixnu, se chama Kaumodaki, ele representa a força da qual toda a força física e mental do universo são derivadas.

Segundo o hinduísmo, Vixnu vem ao mundo de diversas formas, chamadas avatares, que podem ser humanas, animais ou uma combinação dos dois. Todos esses avatares aparecem ao mundo, quando um grande mal ameaça a Terra; no total, existem dez avatares de Vixnu, dos quais nove já se manifestaram no nosso mundo - sendo Rama e Críxena (Krishna) os mais conhecidos - e outro ainda está por vir:


    * Matsya, o Peixe;
    * Kurma, a Tartaruga;
    * Varaha, o Javali;
    * Narasimha, o Homem-Leão;
    * Vamana, o Anão;
    * Parashurama, o Homem com o machado;
    * Rama, o arqueiro;
    * Críxena (Krishna)
    * Buda, o Iluminado (Sidarta Gautama)[1]
    * Kalki, o espadachim montado a cavalo que ainda está por vir.





LINKs INTERESSANTES:
JORNAL CONTATO: COSMOLOGIA VÉDICA (http://www.jornalcontato.com.br/282/licao/materia.htm)
WIKIPÉDIA: HINDUÍSMO (http://pt.wikipedia.org/wiki/Hindu%C3%ADsmo)